Tá faltando caixas, saquinhos e gavetas para guardar tudo o que não quero ver.
Todos os planos, projetos, sonhos que foram desfeitos. Preciso guardar. Esconder de mim mesma e não deixar que percebam que estavam aqui. Que bobagem! Todos sabem...
Aos poucos, chega o tempo de redesenhar. Mas por hora, preciso achar um canto pra escondê-los e pra me esconder.
Atrás da nuvem fico mais segura. Mas vira e mexe, o vento leva-a pra longe e me deixa aqui, desnuda com meu medo e minha dor.
Não que eu tema ficar desnuda. O problema é a dor. Desgraça que teima em reacender, tipo chama que não quer apagar. o Vento só reacende. e arde. e bagunça todos as peças do castelo que levei horas arrumando pra parecer em ordem.
è como criança que se esconde tapando só a cabeça, e jura que ninguém a vê. Assim estou... cabeça escondida, sorriso nos lábios, tudo indo, repito. E o corpo exposto. Com suas feridas e fissuras. E medos. E faltas. E nada.
sábado, outubro 13, 2012
domingo, setembro 16, 2012
Tempestade
A noite foi de tempestade em Pelotas. Desde a tardinha, raios e trovões dominaram o céu e o silêncio do Laranjal. Depois veio a chuva, durante toda a noite.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
quinta-feira, agosto 30, 2012
E lá se vai mais um dia...
Passaram 15 dias, desde a última postagem.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
sexta-feira, agosto 17, 2012
da janela lateral do quarto de dormir
Acabou a semana. Sobrevivi e bem. Com alguns arranhões e acho que com mais alguns cabelos brancos (sim, desde os 15 anos os cultivo), mas viva e com mais domínio das minhas coisas e vontades.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
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sexta-feira, agosto 10, 2012
Bola neve
A vida não para... a vida é tão rara.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
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sábado, agosto 04, 2012
Tempo de plantar e tempo de colher
"Regue as plantas, regue suas relacões, regue seu futuro, porque sem cuidar nada cresce." (Marta Medeiros)
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
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O que está a contecendo
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sexta-feira, junho 08, 2012
Sobre expectativas e frustrações...
Tenho muitos defeitos.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
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domingo, junho 03, 2012
e o mundo gira...
check list da última semana...
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
segunda-feira, maio 28, 2012
Outra lista
Daqui a aproximadamente duas horas, completo 36 anos de vida. Vida boa. Privilegiada. Repleta de boas coisas. Boas gentes. Bons aprendizados. Como todas as vidas, com algumas pedras, dores e cicatrizes. Me esforço para aprender com elas e por algumas, consigo até agradecer, por todo o crescimento que proporcionaram. Este é um aniversário diferente. O primeiro depois de uma decisão difícil e necessária. Não foi/é/será/ fácil decidir pular do barco. soltar a corda. alçar voo. deixar pra trás as coisas que sonhamos e desejamos durante tanto tempo. Mas a idade, o tempo e as experiências tendem a trazer a maturidade e a necessidade de escolher e perceber que, às vezes, nadar contra a corrente não é a melhor opção. Nesse início de novo ciclo, minha lista é de agradecimentos. Ei-la:
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
domingo, maio 20, 2012
Claricer
Transgredir, porém, os meus próprios limites me fascinou de repente. e foi quando pensei em escrever sobre a realidade, já que essa me ultrapassa. Qualquer que seja o que que dizer "realidade". O que narrarei será meloso? Tem tendência mas então agora mesmo seco e endureço tudo. e pelo menos o que escrevo não pede favor a ninguém e não implora socorro: aguenta-se na sua chamada dor com uma dignidade de barão.
Do maravilhoso "A hora da estrela", da mais maravilhosa Clarice.
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sábado, maio 19, 2012
Voo livre...
Há algum tempo, postei aqui que tinha tido uma tarde agradável, de reencontro com amigos, iniciando a construção de um projeto coletivo. Era a nossa primeira reunião (Letícia, Paulo e Alessandra) para pensarmos o livro do Deogar. Isso foi no dia 09 de julho de 2010.
De lá pra cá, tivemos vários momentos bons, muitas idas e vindas. E finalmente, quinta-feira (dia 17 de maio) o livro ficou pronto.
Neste período, juntaram-se e/ou aproximaram-se ao grupo de amigos outros queridos: Luiz Minduim, Alê Meirelles, Zeca Soares, Jairo Sanguiné e Antônio Cruz.
Não sei dizer o que foi melhor. Ler as crônicas, reencontrar gente querida, pensar nos momentos em que vivemos na convivência com este querido Velho, que já está lá em lugar melhor que este.
O fato é que está pronto.
Teremos um pré-lançamento para os chegados nos ajudarem a custear a primeira edição e, em seguida, um lançamento oficial na Câmara de Vereadores, no espaço Deogar Soares.
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segunda-feira, abril 30, 2012
Inverno astral
Último dia de abril.
Outono, ainda, portanto.
Daqui a 28 dias, estou de aniversário. Pleno inferno astral. Mas eis que o clima pelotense resolveu me presentar com uma antecipação do inverno. E assim, estou transformando meu inferno astral em inverno astral, o que, para mim, adoradora do inverno, é muito agradável.
Já comecei a hibernar no final de semana. Curtir a casa e deixar o sol matinal entrar pela janela para esquentar o lar.
Tomar vinho. Até me atrever na cozinha, ando me atrevendo.
Acho o inverno um bom momento para retiros. Me retirar de cena. Me retirar do embate. E simplesmente me aconchegar e saborear o frio.
Com a proximidade do aniversário, começo a fazer minhas listas... amanhã ou depois, posto aqui.
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terça-feira, abril 10, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
Depressão de Domingo
Desde criança,o domingo a noite tinha um peso...
Os Trapalhões me divertiam mas, ao mesmo tempo, anunciavam que estava acabando o final de semana.
Depois, a vinheta do Tele-Domingo anunciava ou que meus amores viriam embora pra Pelotas, ou eu estaria indo para Porto, de volta ao Mestrado.
Ainda mais tarde, era o sinal de que faltavam poucas horas pra van me levar ao doutorado.
Amo meu trabalho e sempre amei estudar, desde criança. O problema não era esse. Mas o domingo a noite me angustia.
Há algumas semanas, um pouco mais. Ando com dificuldade pra deixar a onda passar e curtir o mar de coisas que aparecem quando a segunda-feira amanhece. Começo a segunda, carregando todo a carga da semana anterior, as mágoas que não estou conseguindo elaborar, por mais que me esforce.
E isso me tem tomado muita energia.
Tá complicado. Mas cada dia menos complicado.
Espero que o tempo passe.
Espero que a semana acabe...
Pra que eu possa 'me" ver de novo... (adaptado sem sua licença, Nando Reis)
segunda-feira, março 26, 2012
O que te faz feliz?
A música postada abaixo, se não estou enganada, foi de um comercial. Mas faz pensar. O que nos faz felizes?
Minha lista de respostas pra essa questão não é longa. Nem difícil.
1) ter a Mariana na minha vida. Suas descobertas. Seu sorriso. Sua dança rebolativa.
2) Mudar um pouquinho o mundo de alguém.
3) Chorar de rir. Sinceramente.
4) Surpresa.
5) Flores na casa.
6) Café na cama.
7) Olhar a lagoa brilhando.
8) Sentir o mar e o sol no rosto num dia de verão.
9) Sentar na frente da lareira no inverno.
10) Me sentir amada.
11) Acordar achando que estou atrasada e ver que ainda tenho mais uma hora de sono.
12) Ouvir boas músicas.
13) Claro... ver a lua nascer.
O Que Faz Você Feliz?
Seu Jorge
O que faz você Feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você...
A lua, a praia
O mar, uma rua
Um doce, uma dança
Paixão, dormir cedo
Comer chocolate
Passear na cidade
O carro, o aumento
a casa, o trabalho
O que faz você feliz?
O que faz você...
Arroz com feijão
Matar a saudade
Goiabada com queijo
Um amor, um desejo.
Um beijo na boca,
um dia de sol,
viver um romance,
jogar futebol
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
Minha lista de respostas pra essa questão não é longa. Nem difícil.
1) ter a Mariana na minha vida. Suas descobertas. Seu sorriso. Sua dança rebolativa.
2) Mudar um pouquinho o mundo de alguém.
3) Chorar de rir. Sinceramente.
4) Surpresa.
5) Flores na casa.
6) Café na cama.
7) Olhar a lagoa brilhando.
8) Sentir o mar e o sol no rosto num dia de verão.
9) Sentar na frente da lareira no inverno.
10) Me sentir amada.
11) Acordar achando que estou atrasada e ver que ainda tenho mais uma hora de sono.
12) Ouvir boas músicas.
13) Claro... ver a lua nascer.
O Que Faz Você Feliz?
Seu Jorge
O que faz você Feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você...
A lua, a praia
O mar, uma rua
Um doce, uma dança
Paixão, dormir cedo
Comer chocolate
Passear na cidade
O carro, o aumento
a casa, o trabalho
O que faz você feliz?
O que faz você...
Arroz com feijão
Matar a saudade
Goiabada com queijo
Um amor, um desejo.
Um beijo na boca,
um dia de sol,
viver um romance,
jogar futebol
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
sábado, março 24, 2012
Calvin e a borboleta...
E ai, como nada é por acaso, me deparo com essa do Calvin. Mas não quero prender as borboletas, não... só voar com elas!
Felicidade e borboletas...
"A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva. Mas se você voltar sua atenção para outras coisas ela virá pousar calmamente nos seus ombros." (Thoreau)
Essa frase me acompanha há muitos anos. Acredito muito nisso.
Entretanto, ando inquieta. Cansada de esperar que as borboletas resolvam pousar. Não conseguindo dar tempo ao tempo. E, por vezes, correndo desengonçada atrás delas.
Ser feliz é paz de espírito. Para estar feliz, tenho que ter capacidade de aquietar a alma, os pensamentos, o coração, o relógio. Mas como fazer isso em dias tão atropelados e sobrecarregados?
Gosto de observar as pessoas que lidam com o tempo de jeito diferente. Sem pretensões. Sem esperar que cada dia seja o dia D. Admiro com certa inveja. E sigo, incompetente na tarefa de aprender com estas práticas. No meu cotidiano, tenho o prazer de conhecer muitas pessoas assim. Que vivem. Simplesmente, vivem.
Já eu, tenho pressa. Tenho sede de transformação. E não tenho mais a energia que tinha antes pra fazer essas transformações acontecerem.
Acabo por concluir que o que tem afastado minhas borboletas é essa minha mania de querer ser feliz a qualquer custo. De querer controlar o tempo. De querer ser dona do meu tempo.
E aí, me vem o Rubem Alves e diz:
"
Ricardo Reis disse a mesma coisa num poema mais curto: "Dia em que não gozaste não foi teu:/ Foi só durares nele. Quanto vivas/ Sem que o gozes, não vives./ Não pesa que amas, bebas ou sorrias:/ Basta o reflexo do sol ido na água/ De um charco, se te é grato./ Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas/ Seu prazer posto, nenhum dia nega/ A natural ventura". Beber o encanto de estar no mundo! Não importa que ele nos venha em pequenos fragmentos de alegria, de riso, de compaixão, de amizade, de silêncio, arroz e feijão, o abraço de amor, a poesia, as coisas do dia-a-dia. Se você não sabe sobre que estou falando, por favor, leia a poesia de Adélia Prado. São sacramentos, fragmentos de uma felicidade que nos toca de leve, para logo se ir. A felicidade é assim, não é coisa grande que vem para ficar. Sabe disso Guimarães Rosa, que dizia que ela só acontece em raros momentos de distração. Mas é justo assim que Deus vem, quando estamos distraídos, eternidade num grão de areia, reflexo do sol ido na água de um charco." Esta crônica está num blog que chama "Felicidade só é real quando compartilhada"
É... vou seguir aqui pensando.
quarta-feira, março 21, 2012
Sentido na vida é amar sem medida...
O Que É Que Tem Sentido Nesta Vida
Vinicius de Moraes
O que é que tem sentido nesta vida
Não vai ser casa e comida
Cama fofa, cobertor
Não vai ser ficar mirando os astros
Ou então andar de rastros
Pelas sendas do senhor
Para muitos é o dinheiro
Ir de janeiro a janeiro
De pé no acelerador
Eu sinceramente, preferia
Uma vida de poesia
Na vigília de um amor
Há quem creia em ter status
Sair em fotos & fatos
Ter ações ao portador
Eu só acredito em liberdade
E estar sempre com saudade
De viver um grande amor
Vinicius de Moraes
O que é que tem sentido nesta vida
Não vai ser casa e comida
Cama fofa, cobertor
Não vai ser ficar mirando os astros
Ou então andar de rastros
Pelas sendas do senhor
Para muitos é o dinheiro
Ir de janeiro a janeiro
De pé no acelerador
Eu sinceramente, preferia
Uma vida de poesia
Na vigília de um amor
Há quem creia em ter status
Sair em fotos & fatos
Ter ações ao portador
Eu só acredito em liberdade
E estar sempre com saudade
De viver um grande amor
segunda-feira, março 19, 2012
domingo, março 18, 2012
Desabafo e lamentos
Há um tempo assisti um filme em que uma mulher acordava e haviam apagado seu passado... todas as lembranças que ela tinha, casamento, filhos, etc, eram desconfirmadas pelas pessoas. Ela enlouquecia tentando recuperar tudo aquilo que tinha construído e conquistado ao longo da vida...
Exageros a parte... mas me sinto assim em alguns aspectos.
Como lidar com o fato de não reconhecer pessoas com quem se dividiu e planejou tudo na vida?
Como deixar pra trás "amigos", "parentes", planos, tudo porque uma parte do previsto não deu certo?
Acho tudo muito estranho.
Nada mais comum nos dias atuais do que relacionamentos não darem certo e as pessoas recomeçarem seus percursos. Mas daí a desmoronar todas as coisas construídas ao longo de anos... isso realmente eu não poderia pensar como possível.
Estou chocada.
Estou com a mais absoluta certeza de que chega um momento em que as coisas terminam. Mas não acho que junto com o relacionamento precise terminar o respeito, a dignidade, a parceria...
Isso me deixa profundamente triste.
Isso me deixa profundamente decepcionada.
O mais complicado é a obrigatória convivência...
Mas vamos em frente... já passei (passamos juntos, inclusive) coisas bem piores... e sobrevivi.
Lamento não poder mais levar as boas lembranças, como planejamos.
Lamento não levar em consideração mais nada...
Vou fazer um esforço sobre-humano para conseguir dividir o que tenho de melhor na vida... que ironia...
Fui... (tarde).
Andréa
segunda-feira, fevereiro 27, 2012
Desarrumação
Qual a fronteira entre o que foi e o que já não é?
Nos últimos dias, tenho me dedicado, lentamente a organizar minha casa... esvaziar prateleiras... limpar, descartar, doar, guardar, esconder coisas de mim mesma. Colocar outras em evidência.
Organizar as coisas externas ajudam a organizar as coisas internas. Sempre foi assim comigo. Nos meus períodos mais conturbados, o quarto, o guarda-roupa, o escritório apresentavam-se bagunçados.
Não sou nenhuma "super" organizada. mas se a bagunça do lado de fora está demais, por dentro nem se fala.
Me dou conta que essa baderna estava assim há anos. Tinha minhas desculpas... o doutorado, a gravidez e o repouso forçado. a Mariana recém-nascida... a volta ao trabalho... e ía deixando a casa e a vida, revirada.
Cansei disso. Cansei de fingir não ver que a fechadura estava estragada. A luz queimada. A gaveta bagunçada. E comecei a colocar as coisas em ordem. Na minha ordem não tão ordenada assim...
Além de cansar, tais arrumações desarrumam muitas coisas e causam uma certa dor.
Vou em frente. Buscando tomar decisões que me deixem mais em paz. Mais perto da Mari... com mais oxigênio.
No meio do processo, revelações irônicas de desconhecimento do outro. Mas sobrevivo em meio às pilhas de mim mesma e meus pedaços que andam espalhados por aqui.
"Só me deixe aqui quieta... isso passa. Amanhã é outro dia"
Nos últimos dias, tenho me dedicado, lentamente a organizar minha casa... esvaziar prateleiras... limpar, descartar, doar, guardar, esconder coisas de mim mesma. Colocar outras em evidência.
Organizar as coisas externas ajudam a organizar as coisas internas. Sempre foi assim comigo. Nos meus períodos mais conturbados, o quarto, o guarda-roupa, o escritório apresentavam-se bagunçados.
Não sou nenhuma "super" organizada. mas se a bagunça do lado de fora está demais, por dentro nem se fala.
Me dou conta que essa baderna estava assim há anos. Tinha minhas desculpas... o doutorado, a gravidez e o repouso forçado. a Mariana recém-nascida... a volta ao trabalho... e ía deixando a casa e a vida, revirada.
Cansei disso. Cansei de fingir não ver que a fechadura estava estragada. A luz queimada. A gaveta bagunçada. E comecei a colocar as coisas em ordem. Na minha ordem não tão ordenada assim...
Além de cansar, tais arrumações desarrumam muitas coisas e causam uma certa dor.
Vou em frente. Buscando tomar decisões que me deixem mais em paz. Mais perto da Mari... com mais oxigênio.
No meio do processo, revelações irônicas de desconhecimento do outro. Mas sobrevivo em meio às pilhas de mim mesma e meus pedaços que andam espalhados por aqui.
"Só me deixe aqui quieta... isso passa. Amanhã é outro dia"
quinta-feira, fevereiro 23, 2012
domingo, fevereiro 05, 2012
Cuidado e zelo
Cuidado. Uma das palavras e atitudes que mais me tocam.
Há quatro anos, um pouco mais na verdade, ganhei/conquistei a responsabilidade de cuidar um serzinho que é o que me faz respirar todo o dia.
Cuidar pra que cresça feliz. Cuidar para que não se machuque. Cuidar para que não machuque os outros. Ou as plantas. Ou o gato...
Cuidar é um movimento dialético. É dizer sim e não. É permitir e negar. É brincar e falar sério.
Sou cuidadora por natureza. Minha profissão é cuidadora. A área que mais gosto de atuar (saúde) é cuidadora. Meus relacionamentos se complicam porque sou a cuidadora de tudo e todos, e nem sempre isso é fácil. acabo não sabendo ser cuidada, quando mais preciso. Mas isso é papo pra outro texto.
Agora, cuidar de filho (filha, no caso)é uma arte.
Algo como estudar mandarim. Ou logaritmos. Mas muito, muito mais prazeroso.
Agradeço a Deus e à minha filhota diariamente por esse aprendizado constante.
Quanto aos erros, peço desculpa, sou uma mãe em formação.
Marcadores:
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Jorge Drexler,
Mariana. Vida,
Pedro Guerra
sábado, janeiro 28, 2012
Fofocada
Deitada no meu braço, de manhã:
- Mãe, estás me fofocando. Sabe o que é fofocar? É deixar a pessoa sem falta, sem ar...
- Mãe, estás me fofocando. Sabe o que é fofocar? É deixar a pessoa sem falta, sem ar...
sexta-feira, janeiro 27, 2012
Mariana e o repelente
Fomos passear de carro na praia. Mariana comeu um krep da tia Tata de chocolate (maravilhoso... só no Laranjal tem).
Como sempre, Mariana falando, falando, comentando, perguntando...
De repente, diz, pensativa:
- Tomara que tenha repelente dentro da minha barriga...
- O que, filha?
- É, mãe... já pensou se tiver mosquito lá comendo as minhas comidas?
- Como assim?
- Ué... mosquitos dentro da barriga. COmendo a minha comida.
Simples assim... Que isso agora?
Como sempre, Mariana falando, falando, comentando, perguntando...
De repente, diz, pensativa:
- Tomara que tenha repelente dentro da minha barriga...
- O que, filha?
- É, mãe... já pensou se tiver mosquito lá comendo as minhas comidas?
- Como assim?
- Ué... mosquitos dentro da barriga. COmendo a minha comida.
Simples assim... Que isso agora?
quinta-feira, janeiro 26, 2012
Pra onde vai a água da chuva?
Respeito (Arnaldo Antunes)
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito
Pra onde vai o respeito? As coisas vividas? as estórias contadas?
Pra onde vai a água da chuva depois da chuva?
Em que momento a luz se apaga? Quando a página é virada?
Tenho muita dificuldade em compreender o que passa na cabeça das pessoas e a forma como lidam com as coisas e dificuldades das pessoas. A escolha pelo mais doído. A opção pelo caminho mais tortuoso... Em nome de que?
"Espero que esse tempo passe". Cansei.
sábado, janeiro 21, 2012
sexta-feira, janeiro 20, 2012
Paraninfa...
Me formei em Serviço Social em 1998. Em 1999, entrei no Mestrado e, em 2000, na Prefeitura, iniciando, efetivamente, meu exercício profissional. No ano seguinte, comecei a lecionar na UCPEL, primeiro Sociologia, substituindo o amigo Antônio Cruz, que estava fazendo doutorado. Depois, lecionando no curso de Serviço Social.
Hoje, iniciam as solenidades da formatura da turma que me escolheu como PARANINFA. Não sei explicar o significado disso na minha vida. Não na vida profissional. Mas na vida, como um todo.
O que torna isso mais especial, é que esta turma de colegas que amanhã estará recebendo seu diploma foi, talvez, a que me viu mais por inteiro.
A turma que me viu enfrentando todas as inseguranças de mãe que deixa um bebê em casa e vai trabalhar e se pega falando, falando no rebento.
Me viu passando por muitas metamorfoses, especialmente a de aprender a rir mais de mim mesma...
Me conheceu experimentando coordenar um curso em crise. Lidar com conflitos pessoais, profissionais, de ego, superego e tudo mais.
E ainda assim, me presta essa homenagem. Me provando, que ser, essencialmente ser, é o melhor jeito de sermos felizes nesta vida.
Obrigada, queridas. Amo vocês!
Hoje, iniciam as solenidades da formatura da turma que me escolheu como PARANINFA. Não sei explicar o significado disso na minha vida. Não na vida profissional. Mas na vida, como um todo.
O que torna isso mais especial, é que esta turma de colegas que amanhã estará recebendo seu diploma foi, talvez, a que me viu mais por inteiro.
A turma que me viu enfrentando todas as inseguranças de mãe que deixa um bebê em casa e vai trabalhar e se pega falando, falando no rebento.
Me viu passando por muitas metamorfoses, especialmente a de aprender a rir mais de mim mesma...
Me conheceu experimentando coordenar um curso em crise. Lidar com conflitos pessoais, profissionais, de ego, superego e tudo mais.
E ainda assim, me presta essa homenagem. Me provando, que ser, essencialmente ser, é o melhor jeito de sermos felizes nesta vida.
Obrigada, queridas. Amo vocês!
quarta-feira, janeiro 18, 2012
Cuida de Mim
Sou uma pessoa cuidadora. Cuido dos meus amores e afetos como leoa. Escolhi uma profissão cuidadora. Mas ainda tenho a estúpida dificuldade de ser cuidada. Tarefa importante colocada para 2012. Ao embalo de O Teatro Mágico...
Cuida de Mim
O Teatro Mágico
Pra falar verdade, às vezes minto
Tentando ser metade do inteiro que eu sinto
Pra dizer as vezes que às vezes não digo
Sou capaz de fazer da minha briga meu abrigo
Tanto faz não satisfaz o que preciso
Além do mais, quem busca nunca é indeciso
Eu busquei quem sou;
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto finjo, enquanto fujo.
Basta as penas que eu mesmo sinto de mim
Junto todas, crio asas, viro querubim
Sou da cor, do tom, sabor e som que quiser ouvir
Sou calor, clarão e escuridão que te faz dormir
Quero mais, quero a paz que me prometeu
Volto atrás, se voltar atrás assim como eu.
Busquei quem sou
Você, pra mim, mostrou
Que eu não sou sozinho nesse mundo.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo que sou quem eu queria ser.
Cuida de mim enquanto não me esqueço de você
Cuida de mim enquanto finjo, enquanto fujo, enquanto finjo.
quarta-feira, janeiro 11, 2012
Quero jogar frescobol com a vida
Gosto muito do Rubem Alves. Dos seus textos sobre educação. Sobre ensinar e sobre aprender. Mas ainda gosto mais dos textos em que ele fala simplesmente da vida.
Um dos meus textos prediletos, chama Tênis x Frescobol, que vou postar em seguida mas que está disponível aqui, na Casa de Rubem Alves . Nesse texto, brilhantemente, Rubem aborda a diferença entre duas formas de se jogar no casamento.
Hoje, mateando na Praia do Santinho, várias duplas se divertiam jogando frescobol, "esporte" típico da praia. Inevitavelmente, lembrei do texto e fiquei pensando o quanto a vida nos obriga a jogar tênis, quando o que mais se quer é brincar de frescobol.
Pensei em vários episódios que me fizeram endurecer o jogo. Levar mais a sério a jogada e esperar o contra-ataque ... que bestagem...
Quero e preciso relaxar. Meu pescoço pede isso. Minhas articulações clamam por isso... pensar no frescobol pode ser um começo.
Tênis x Frescobol
Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que os casamentos são de dois tipos: há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol. Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.
Explico-me. Para começar, uma afirmação de Nietzsche, com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: ‘Ao pensar sobre a possibilidade do casamento cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: ‘Você crê que seria capaz de conversar com prazer com esta pessoa até a sua velhice?\' Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.’
Xerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme O império dos sentidos. Por isso, quando o sexo já estava morto na cama, e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa, conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites. O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fossem música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer. Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ‘Eu te amo, eu te amo...’ Barthes advertia: ‘Passada a primeira confissão, ‘eu te amo\' não quer dizer mais nada.’ É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética. Recordo a sabedoria de Adélia Prado: ‘Erótica é a alma.’
O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir a sua cortada - palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar. O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.
O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la. Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra - pois o que se deseja é que ninguém erre. O erro de um, no frescobol, é como ejaculação precoce: um acidente lamentável que não deveria ter acontecido, pois o gostoso mesmo é aquele ir e vir, ir e vir, ir e vir... E o que errou pede desculpas; e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...
A bola: são as nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho pra lá, sonho pra cá...
Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Camus anotava no seu diário pequenos fragmentos para os livros que pretendia escrever. Um deles, que se encontra nos Primeiros cadernos, é sobre este jogo de tênis:
‘Cena: o marido, a mulher, a galeria. O primeiro tem valor e gosta de brilhar. A segunda guarda silêncio, mas, com pequenas frases secas, destrói todos os propósitos do caro esposo. Desta forma marca constantemente a sua superioridade. O outro domina-se, mas sofre uma humilhação e é assim que nasce o ódio. Exemplo: com um sorriso: ‘Não se faça mais estúpido do que é, meu amigo\'. A galeria torce e sorri pouco à vontade. Ele cora, aproxima-se dela, beija-lhe a mão suspirando: ‘Tens razão, minha querida\'. A situação está salva e o ódio vai aumentando.’
Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.
Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração. O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...(O retorno e terno, p. 51.)
Ausência
A sensação de ausência, vira e mexe, se apresenta. Não se trata de uma ausência específica.. De uma pessoa específica... mas um vazio.
Essa poesia do Vinicius é capaz de transmitir tal sensação com tamanha genialiadade, que fico sem palavras para explicar...
Só é possível sentir..
Ausência
Vinicius de Moraes
Eu deixarei que morra em mim
o desejo de amar os teus olhos que são doces
Porque nada te poderei dar
senão a mágoa de me veres eternamente exausto
No entanto a tua presença
é qualquer coisa como a luz e a vida
E eu sinto que em meu gesto
existe o teu gesto e em minha voz a tua voz
Não te quero ter porque em meu ser tudo estaria terminado
Quero só que surjas em mim
como a fé nos desesperados
Para que eu possa levar
uma gota de orvalho
nesta terra amaldiçoada
Que ficou sobre a minha carne
como nódoa do passado
Eu deixarei...
tu irás e encostarás a tua face em outra face
Teus dedos enlaçarão outros dedos
e tu desabrocharás para a madrugada.
Mas tu não saberás que quem te colheu fui eu,
porque eu fui o grande íntimo da noite.
Porque eu encostei minha face na face da noite
e ouvi a tua fala amorosa.
Porque meus dedos enlaçaram os dedos da névoa
suspensos no espaço.
E eu trouxe até mim a misteriosa essência do teu abandono desordenado.
Eu ficarei só
como os veleiros nos pontos silenciosos.
Mas eu te possuirei como ninguém
porque poderei partir.
E todas as lamentações do mar,
do vento, do céu, das aves, das estrelas
Serão a tua voz presente,
a tua voz ausente,
a tua voz serenizada.
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Sentimentos,
Vinicius de Moraes
segunda-feira, janeiro 09, 2012
Adriana Calcanhotto - Esquadros
Essa música me lembra de uma época em que me sentia muito só.
Me sentia andando pelo mundo, prestando atenção em coisas que, talvez, só eu reparasse...
volta e meia essa sensação volta...
domingo, janeiro 08, 2012
Mariana nas férias
Eu e a Mariana estamos em Florianópolis, desde sexta passada.
Super bem recebidas pela dinda Clau e pelo Samuca e com a companhia da vó Mimy.
Contei pra ela a estória da Princesa Florinda... que mora numa das ilhotas na Praia de Ingleses.
Essa princesa é linda. Cuida do mar. Das praias. Faz a Ilha ficar ainda mais linda.
Mas, se as crianças ou adultos não se comportam, ela esconde o sol... e faz ficar frio.
Hoje fomos na praia... brincamos muito, E a Mari, como sempre, teimou bastante. Mas se divertiu ainda mais.
A tardinha voltaríamos à praia e iríamos ver a lua nascer. Mas começou a chuva
Ela e a dinda tinham combinado de tomar banho de chuva. e desceram correndo para aproveitar a refrescante chuva de verão.
Mariana gritava: viva a Florinda! Viva a Florinda...
E arquitetava com a Dinda que iria fazer bagunça todo o dia pra chover sempre...
Mil...
Acabo de ver que o blog teve 1000 visualizações. Poucas nesse louco mundo virtual. Muitas pras minhas loucuras reais. sejam sempre bem-vindos(as)!
sexta-feira, dezembro 30, 2011
Receita do Drummond para o Novo Ano...
RECEITA DE ANO NOVO
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)
Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade
Confissões antes que o ano termine ou streaptease emocional...
Penúltimo dia de 2011. Ano complicado.
Antes do apagar das luzes, fiz um pequeno e necessário balanço emocional. E percebi que preciso confessar algumas coisas àqueles que me são caros e a mim mesma.
Até o fim do texto, decido se vou publicá-lo, de fato. Bueno, vamos lá...
1) Eu sou uma pessoa insegura. Ainda que me mostre sempre descolada, articulada (pelo menos acho que mostro assim), sou extremamente insegura. Preciso de uns elogios e cuidados eventuais. Isso inclui amigos, familiares e afins. Eu não sei o quanto sou amada. Preciso que me digam, por mais que isso seja muito chato. Ou não.
2) Eu não estou ilesa de de tudo que ocorreu comigo. Estou ainda com feridas abertas. Preciso de tempo, silêncio e eventuais papos para cicatriza-las.
3) Eu não sei lidar com desatenção. Se for pra me deixar falando sozinha ou para não escutar o que estou dizendo, não me pergunta, não me chama, não me olha.
4) Eu gosto de encontrar as pessoas que gosto. Gosto de receber aqui em casa, ainda que tenha estado meio mal-humorada e sem paciência. Adoro ter meus amigos na volta. Na vida real, não nas redes sociais.
5) Tenho dificuldade em pedir ajuda. Então, se me vires, escabelada, desajeitada diante das adversidades da vida, estende a mão. Eu vou gostar, ainda que fique, a priori, mais desajeitada.
6) Tentei ao longo do ano, sair, dançar, beber, montando uma personagem que, definitivamente, não sou eu, ou não como me encontro. Não vou mais fazer isso. Aceito jantar, rir, falar ao telefone e até ir dançar. Mas com propósitos diversos dos que me levaram a festas em 2011.
7) Gosto muito da minha profissão. Com relação a isso não quero mudar nada. Só organizar o tempo, pra poder curtir minha Mariana e minha vida um pouco mais.
8) Sou uma mãe feliz. Mas cansada. Preciso desistir de tentar ser perfeita. O que, de fato, não sou e ninguém é. Preciso aceitar que a Mariana vai ter a mãe que consigo ser.
9) Sou amiga de verdade dos meus amigos. Podem contar comigo. Mas, eventualmente, perco um pouco a paciência. Isso não significa que não os ame. Daqui a pouco passa, vocês já sabem.
Enfim... estou tentando colocar em prática a minha mais importante resolução do ano novo, antes do início de 2012. Me despir... dos medos, máscaras, falsas fortalezas.
aff! Estou mais leve.
terça-feira, dezembro 27, 2011
Tudo parado no ar...
So, so...
Oficialmente, meu segundo dia de férias. E estou péssima. Mal-humor, gripe, estagnação.
Li um post aí abaixo, que versava sobre o fim da estagnação. Me sinto assim. Estagnada.
Estou no limbo, sabe?
Sei exatamente o que fazer pra sair disso e não estou conseguindo.
Tenho, pelo menos três faxinas grandes materiais pra fazer... mas desanimo só de olhar as montanhas de papeis, guardados e afins.
Queria ser puxada pela mão do meio desse marasmo que me encontro.
Como disse o Deogar amado em uma de suas crônicas que tantas vezes li este ano: Tem alguém aí fora?
Por enquanto, aproveito pra descansar o corpo e ouço mantras... daqui a pouco eu volto.
Oficialmente, meu segundo dia de férias. E estou péssima. Mal-humor, gripe, estagnação.
Li um post aí abaixo, que versava sobre o fim da estagnação. Me sinto assim. Estagnada.
Estou no limbo, sabe?
Sei exatamente o que fazer pra sair disso e não estou conseguindo.
Tenho, pelo menos três faxinas grandes materiais pra fazer... mas desanimo só de olhar as montanhas de papeis, guardados e afins.
Queria ser puxada pela mão do meio desse marasmo que me encontro.
Como disse o Deogar amado em uma de suas crônicas que tantas vezes li este ano: Tem alguém aí fora?
Por enquanto, aproveito pra descansar o corpo e ouço mantras... daqui a pouco eu volto.
domingo, dezembro 25, 2011
Natalinas...
Mais um natal chegou e acabou de acabar.
Amo Natal. Amo Papai Noel. Amo escolher e arrumar cada presente.
Este ano, foi diferente. Ano de mudanças importantes, ano de enfrentar desafios importantes, ano de ajudar pessoas importantes. Por momentos, achei que não aguentaria... Mas enfrentamos fortes e firmes. H
Hoje, mesmo passado o Natal, quero fazer minha lista de pedidos de presente pro Ano Novo. Vamos lá, então:
1) Dormir sem precisar de nenhuma ajuda... a não ser um cafuné.
2) Me sentir protegida e amparada. E quero saber pedir amparo e proteção sempre que não me sentir assim.
3) Tempo. Tempo pra viver, de fato. Passear com a Mariana e/ou com amigos. Olhar as estrelas.
4) Mais tempo.
5) Abraço de urso... daqueles de tirar o ar e afastar tudo de ruim.
6) Paciência.
7) Um pouco mais de paciência.
8) Longas conversas com amigos.
9) Me sentir amada. Impreterivelmente amada.
10) Caminhar na praia.
11) Ver a lua cheia nascer.
12) Ver o sol nascer.
13) Ver o sol se por.
14) Ouvir as histórias e explicações da Mariana.
15) Aprender a cozinhar.
16) Ver meus amores felizes.
Acho que tá bom.
Amo Natal. Amo Papai Noel. Amo escolher e arrumar cada presente.
Este ano, foi diferente. Ano de mudanças importantes, ano de enfrentar desafios importantes, ano de ajudar pessoas importantes. Por momentos, achei que não aguentaria... Mas enfrentamos fortes e firmes. H
Hoje, mesmo passado o Natal, quero fazer minha lista de pedidos de presente pro Ano Novo. Vamos lá, então:
1) Dormir sem precisar de nenhuma ajuda... a não ser um cafuné.
2) Me sentir protegida e amparada. E quero saber pedir amparo e proteção sempre que não me sentir assim.
3) Tempo. Tempo pra viver, de fato. Passear com a Mariana e/ou com amigos. Olhar as estrelas.
4) Mais tempo.
5) Abraço de urso... daqueles de tirar o ar e afastar tudo de ruim.
6) Paciência.
7) Um pouco mais de paciência.
8) Longas conversas com amigos.
9) Me sentir amada. Impreterivelmente amada.
10) Caminhar na praia.
11) Ver a lua cheia nascer.
12) Ver o sol nascer.
13) Ver o sol se por.
14) Ouvir as histórias e explicações da Mariana.
15) Aprender a cozinhar.
16) Ver meus amores felizes.
Acho que tá bom.
sexta-feira, dezembro 02, 2011
Presente de Natal
O Chico lançou um novo disco em 2011. Quatro anos depois de ter lançado Carioca. Intitulado "Chico". Em 2007, assisti meu primeiro show dele. Maravilhoso. Me dei de presente de conclusão de Doutorado. Chorei muito. Sofri e me emocionei muito.
Estva grávida e não sabia... quando, um mês depois, recebi meu maior presente, o "positivo" que me trouxe a Mariana, achei que todo aquele choro tinha sido aumentado pelos hormônios da gravidez.
Quando foi anunciada a nova turnê do novo disco, lógico, quis ir. Mas quando divulgaram os preços achei caro. Desisti.
A Alessandra nunca tinha ido a um show do cara. Abriram sessão extra. Compramos. Ufa!
Ontem 21 horas e alguns minutinhos, no Teatro do Sesi em Porto Alegre, vivenciamos toda aquela emoção de novo.
Muito complicado descrever o show. P E R F E I T O ! Luz perfeita. Acústica maravilhosa. Arranjos e harmonia entre os músicos neuroticamente perfeitas... Mas o Chico... ah, o Chico.
Doce, tímido, meigo...
Falou não mais que cinco frases, em todo o show. Morria de vergonha a cada grito enlouquecido e apaixonado dos seus fãs... Cantou lindamente muitas de suas mais lindas canções...
Saí extasiada. Com taquicardia... Pernas trêmulas, como quem encontra o verdadeiro amor na padaria, sabe? Por minutos, me senti meio ridícula... mas o amor é ridículo. Amo esse poeta e tudo o que as suas letras despertam em mim. Até a dor que muitas delas me causam.
Obrigada, Chico!
domingo, outubro 16, 2011
Confusa
ando ainda mais confusa que o normal.
Esperando e tentando fazer vir o tempo bom. mas sendo soterrada pelos problemas e aflições da vida de mulher, mãe, profissional, filha, neta, sobrinha...
sei que passa, tudo passa. mas está custando.
Esperando e tentando fazer vir o tempo bom. mas sendo soterrada pelos problemas e aflições da vida de mulher, mãe, profissional, filha, neta, sobrinha...
sei que passa, tudo passa. mas está custando.
segunda-feira, junho 27, 2011
e a roda viva trouxe o frio

27 de junho. Mais uma vez este blog ficou às traças... mas a vida real tem me tomado bastante tempo.
Já fiz aniversário.
Já chegou o inverno.
Já teve lua gigante.
E muitos ciclos da lua.
Já tomei bastante vinho. E muita, muita água.
Mas ainda não consigo engolir certas coisas...
São João já veio e já foi.
O semestre está acabando.
E assim a vida segue... correndo... se arrastando. E eu, às vezes lutando pra guiar mas, na maioria das vezes, sendo arrastado por ela.
sábado, maio 07, 2011
E aí, o Tarot do dia me diz isso:
ROMPENDO COM A ESTAGNAÇÃO
É chegado o momento, Andréa, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.
Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental!
ROMPENDO COM A ESTAGNAÇÃO
É chegado o momento, Andréa, de romper com a estagnação. O Ás de Espadas transborda como arcano de conselho para você, hoje, sugerindo que você corte implacavelmente todas as coisas, pensamentos, hábitos e pessoas que não lhe servem mais e que procure sustentar seus pensamentos e opiniões, mesmo que isso signifique desencadear antipatia nos outros. Este é um momento de renovação em sua vida, de idéias novas que fervilham e você poderá tomar as iniciativas que tirarão sua existência da rotina e do tédio. Prepare-se para uma nova e deliciosa aventura e não se preocupe tanto em ter uma “personalidade simpática” nesta fase de sua vida. Há momentos em que a atitude mais sedutora é aquela que não prima pela docilidade, mas que se compromete com a verdade. É quando sabemos que não estamos sendo simpáticos, mas estamos sendo honestos. Ainda que não agrademos, não há como negar o notável poder sedutor da pessoa que age com integridade – mesmo quando age de uma forma superficialmente antipática.
Conselho: Ser fiel à verdade gera antipatias, mas muitas vezes é fundamental!
Inferno astral...
Faltam 21 dias pro meu aníver de 35 anos.
Confesso que estou um tanto assustada com essa idade... Lembro daquele filme com a Marieta Severo, no qual ela repensava, como teria sido sua vida se tivesse feito outras escolhas.
Posso dizer que sou uma pessoa realizada e privilegiada. De certa forma, construí quase todas as coisas com as quais sonhei. Ter tudo seria, de alguma forma, sem graça.
Penso que a tarefa no ciclo que estou quase iniciando seja desenvolver a serenidade e a paciência. Preciso aceitar, como dependente de meus vícios de querer ajeitar tudo e todos, que não sou capaz de fazer isso. E reaprender a viver com esse defeito.
Na real, preciso encarar isso não como um defeito. Mas como parte de mim.
E preciso, definitivamente, mudar coisas que estão me incomodando. Mal comparando. Tem sapatos me machucando. Roupas desconfortáveis. Sons altos demais. Preciso simplificar.
Por hoje é isso...
Confesso que estou um tanto assustada com essa idade... Lembro daquele filme com a Marieta Severo, no qual ela repensava, como teria sido sua vida se tivesse feito outras escolhas.
Posso dizer que sou uma pessoa realizada e privilegiada. De certa forma, construí quase todas as coisas com as quais sonhei. Ter tudo seria, de alguma forma, sem graça.
Penso que a tarefa no ciclo que estou quase iniciando seja desenvolver a serenidade e a paciência. Preciso aceitar, como dependente de meus vícios de querer ajeitar tudo e todos, que não sou capaz de fazer isso. E reaprender a viver com esse defeito.
Na real, preciso encarar isso não como um defeito. Mas como parte de mim.
E preciso, definitivamente, mudar coisas que estão me incomodando. Mal comparando. Tem sapatos me machucando. Roupas desconfortáveis. Sons altos demais. Preciso simplificar.
Por hoje é isso...
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É o que eu acho...,
Loucuras,
pensando na vida,
Sentimentos
domingo, fevereiro 06, 2011
Pra ouvir bem alto e cantar junto
Algo extremamente terapêutico pra mim, é colocar uma música boa, com letra que faça sentido e cantar, cantar, chorar, cantar... coisa de louco, pode ser. Mas quem me conhece sabe que de certa é que eu não tenho nada.
Hoje estou meio Legião. Essa aí é daquelas.
Hoje estou meio Legião. Essa aí é daquelas.
Um dia perfeito
... Não vou me deixar embrutecer, eu acredito nos meus ideais.
Podem até maltratar o meu coração
Mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar...
Podem até maltratar o meu coração
Mas meu espírito ninguém vai conseguir quebrar...
Música boa em Satolep!
A partir de amanhã acontece em Pelotas o I Festival Internacional SESC de Música. Serão muitas atividades em diversos lugares e pra todos os gostos. Boa pedida pra quem gosta de encontrar gente legal, ouvindo música de qualidade. Espero aproveitar bastante! Quem quiser saber mais, clica aqui.
sábado, novembro 20, 2010
De que são feitas as meninas???
DE QUE SÃO FEITAS AS MENINAS?
Uma menina é feita lentamente
De sóis e de luas
De cascatas e morangos
Olha pra gente com olhos de estrelas
E enterra o mundo inteiro
Nas irresistíveis covinhas pequeninas
E ela sorri sempre porque é esperta e já sabe que a alegria é geradora de companhia.
Uma menina tem cabelos de seda
Mesmo que estejam lambuzados de sorvete
E tem mãozinhas gorduchas
Que sabem fazer carinho
Que trocam bonecas e empinam pipas.
Uma menina nos olha, importante,
Do alto dos saltos da mamãe
E se cobre de balangandãs
E carrega bolsas enormes
No seu teatro favorito de ser gente grande.
CECÌLIA MEIRELES
Homenagem à minha menina linda... que completou 3 anos segunda-feira.
Uma menina é feita lentamente
De sóis e de luas
De cascatas e morangos
Olha pra gente com olhos de estrelas
E enterra o mundo inteiro
Nas irresistíveis covinhas pequeninas
E ela sorri sempre porque é esperta e já sabe que a alegria é geradora de companhia.
Uma menina tem cabelos de seda
Mesmo que estejam lambuzados de sorvete
E tem mãozinhas gorduchas
Que sabem fazer carinho
Que trocam bonecas e empinam pipas.
Uma menina nos olha, importante,
Do alto dos saltos da mamãe
E se cobre de balangandãs
E carrega bolsas enormes
No seu teatro favorito de ser gente grande.
CECÌLIA MEIRELES
Homenagem à minha menina linda... que completou 3 anos segunda-feira.
domingo, outubro 31, 2010
Amo ser mãe 2
Algumas pérolas da Mariana essa semana.
1. Depois de falar e perguntar muitas coisas eu digo a ela: "-Puxa filha, como tu perguntas... Por que?" e ela, "Porque eu tenho boca, ué".
2. Depois de fazer contorcionismo com a Barbie, dizendo que ela estava fazendo ginástica, eu digo: "- Bah! E agora?" e eis que surge a resposta: "-Agora ela é o saci-pererê".
3. Escolhendo uma música pro vídeo do aníver dela, começo a cantarolar "Menininha do meu coração... Menininha não cresça mais não, fique pequinininha na minha canção..." e ouço/ "Eu quero crescer!" .
é possível não ser feliz???
1. Depois de falar e perguntar muitas coisas eu digo a ela: "-Puxa filha, como tu perguntas... Por que?" e ela, "Porque eu tenho boca, ué".
2. Depois de fazer contorcionismo com a Barbie, dizendo que ela estava fazendo ginástica, eu digo: "- Bah! E agora?" e eis que surge a resposta: "-Agora ela é o saci-pererê".
3. Escolhendo uma música pro vídeo do aníver dela, começo a cantarolar "Menininha do meu coração... Menininha não cresça mais não, fique pequinininha na minha canção..." e ouço/ "Eu quero crescer!" .
é possível não ser feliz???
segunda-feira, outubro 25, 2010
Amo ser Mãe
A Mariana está cada dia melhor. Agora passa cantando, inventando músicas, fazendo paródias, contando histórias. Uma figura!
Ontem ganhei uma canção.
"Mami, é só minha
Não é de ninguém
é minha"
Repetindo várias vezes e me deixando com cara de boba. Mais do que o natural.
:)
Ontem ganhei uma canção.
"Mami, é só minha
Não é de ninguém
é minha"
Repetindo várias vezes e me deixando com cara de boba. Mais do que o natural.
:)
terça-feira, outubro 12, 2010
Antes da Mariana
Antes de você (Titãs - clipe oficial)
Essa foi uma das canções novas que o Titãs apresentou ontem em Satolep.
Muito legal.
Me fez pensar na minha vida antes da Mariana. Claro que eu lembro como eu era. Claro que sinto falta de dormir uma noite inteira. Ou pelo menos até às 9:00 da manhã. Talvez, sinta falta de outras coisas também, mas sinceramente, não lembro agora.
Há quase três anos minha vida foi pintada de cores tão vivas, tão vibrantes, tão amorosas que nenhuma palavra, ou nem mesmo todas as palavras seriam capazes de explicar.
Nenhum outro sentimento se compara a este que temos uma pela outra. Ouvir "eu te adoro, mamãe" cura todas as feridas e dores que o mundo insiste em me marcar. Olhar aquela loirinha dormindo, é uma dádiva.
Não tenho dúvida de que Deus existe. Não tenho dúvida que ela é o maior presente que eu poderia receber nesta vida.
Gracias a la vida!
Ei filha, te amo!
Essa foi uma das canções novas que o Titãs apresentou ontem em Satolep.
Muito legal.
Me fez pensar na minha vida antes da Mariana. Claro que eu lembro como eu era. Claro que sinto falta de dormir uma noite inteira. Ou pelo menos até às 9:00 da manhã. Talvez, sinta falta de outras coisas também, mas sinceramente, não lembro agora.
Há quase três anos minha vida foi pintada de cores tão vivas, tão vibrantes, tão amorosas que nenhuma palavra, ou nem mesmo todas as palavras seriam capazes de explicar.
Nenhum outro sentimento se compara a este que temos uma pela outra. Ouvir "eu te adoro, mamãe" cura todas as feridas e dores que o mundo insiste em me marcar. Olhar aquela loirinha dormindo, é uma dádiva.
Não tenho dúvida de que Deus existe. Não tenho dúvida que ela é o maior presente que eu poderia receber nesta vida.
Gracias a la vida!
Ei filha, te amo!
Titãs! Titãs!
Ontem fomos ao show do Titãs, em Satolep.
Não consegui lembrar se já havia ido a um show dos caras. Mas vou a todos que puder, daqui pra frente.
O show foi no Theatro Guarany, local em que assistimos os espetáculos, literalmente. Impossível só assistir o show dos Titãs. Na segunda música, todo o teatro levantou e, raríssimas vezes, voltou a sentar.
Muito bom!
Cabeça dinossauro, Bichos escrotos, Marvim, Epitáfio, Sonífera ilha, 32 dentes, diversão e por aí... lembrança de um tempo bom.
Queria que o Lauro e a Bibi estivessem lá comigo, para dançarmos chutando o ar como antigamente.
Mas dancei, gritei, pulei e me diverti. Até cerveja eu tomei. Há tempos, me rendi ao fato de que não gosto de cerveja. Mas não tinha como não tomar cerveja ontem.
O Nauro publicou alguns vídeos e fotos do show no Retratos da Vida. Vale conferir.
Os caras cantaram algumas canções novas, entre elas "Antes de você", que vou comentar no próximo post.
O show me fez lembrar, mais uma vez, que "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder".
Não consegui lembrar se já havia ido a um show dos caras. Mas vou a todos que puder, daqui pra frente.
O show foi no Theatro Guarany, local em que assistimos os espetáculos, literalmente. Impossível só assistir o show dos Titãs. Na segunda música, todo o teatro levantou e, raríssimas vezes, voltou a sentar.
Muito bom!
Cabeça dinossauro, Bichos escrotos, Marvim, Epitáfio, Sonífera ilha, 32 dentes, diversão e por aí... lembrança de um tempo bom.
Queria que o Lauro e a Bibi estivessem lá comigo, para dançarmos chutando o ar como antigamente.
Mas dancei, gritei, pulei e me diverti. Até cerveja eu tomei. Há tempos, me rendi ao fato de que não gosto de cerveja. Mas não tinha como não tomar cerveja ontem.
O Nauro publicou alguns vídeos e fotos do show no Retratos da Vida. Vale conferir.
Os caras cantaram algumas canções novas, entre elas "Antes de você", que vou comentar no próximo post.
O show me fez lembrar, mais uma vez, que "só quero saber do que pode dar certo, não tenho tempo a perder".
terça-feira, setembro 28, 2010
...
Difícil me encarar ultimamente.
Quanto mais escrever algo por aqui.
Coisas importantes para serem pensadas, ditas e decididas.
Adiós, Goodbye (Vitor Ramil)
Coisas que ficaram por dizer
Coisas que não tive tempo de ouvir
Goodbye, adiós
Deixo o sol dormindo no porão
Bato a porta sem ferir o dia
Adiós, goodbye
Coisas que não canso de esquecer
Coisas que se escondem na lembrança
Goodbye, adiós
Deixo ao vento que quiser levar
Minhas folhas secas de utopia
Adiós, goodbye
Coisas que procuram seu lugar
Coisas que me ocupam cada instante
Goodbye, adiós
Deixo em gelo fino meus sinais
Que ninguém me eleja como guia
Adiós, goodbye
Coisas que acertaram no que sou
Coisas que falharam no que não fui
Goodbye, adiós
Deixo o sol dormindo no porão
Bato a porta sem ferir o dia
Adiós, goodbye
Quanto mais escrever algo por aqui.
Coisas importantes para serem pensadas, ditas e decididas.
Adiós, Goodbye (Vitor Ramil)
Coisas que ficaram por dizer
Coisas que não tive tempo de ouvir
Goodbye, adiós
Deixo o sol dormindo no porão
Bato a porta sem ferir o dia
Adiós, goodbye
Coisas que não canso de esquecer
Coisas que se escondem na lembrança
Goodbye, adiós
Deixo ao vento que quiser levar
Minhas folhas secas de utopia
Adiós, goodbye
Coisas que procuram seu lugar
Coisas que me ocupam cada instante
Goodbye, adiós
Deixo em gelo fino meus sinais
Que ninguém me eleja como guia
Adiós, goodbye
Coisas que acertaram no que sou
Coisas que falharam no que não fui
Goodbye, adiós
Deixo o sol dormindo no porão
Bato a porta sem ferir o dia
Adiós, goodbye
terça-feira, setembro 21, 2010
Chegando a Primavera
quarta-feira, setembro 08, 2010
Oração ao Tempo - Caetano Veloso
És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo..
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...
Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...
Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...
Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...
Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...
De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...
O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...
E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo..
quinta-feira, agosto 26, 2010
Por aí...
Eu não sei dizer
Nada por dizer
Então eu escuto...
Eu não vou falar
Nada por falar
Então eu escuto...
(Secos e Molhados)
Nada por dizer
Então eu escuto...
Eu não vou falar
Nada por falar
Então eu escuto...
(Secos e Molhados)
sábado, agosto 21, 2010
Sobre o que se olha e sobre o que se vê (III)
Já cantou La Negra, que "El tiempo pasa nos vamos poniendo viejos / Yo el amor no lo reflejo como ayer / En cada conversación cada beso cada abrazo / Se impone siempre un pedazo de razón".
A razão também domina o que se olha e o que se vê.
A razão é que não deixa o amor ter o mesmo reflexo de antes.
A razão não deixa a criança de cada um brilhar e se expor.
A razão não permite que as diferenças convivam de forma a se complementar e assim, ser mais.
A propriedade da razão liquida conversas que poderiam não ter fim... Alguém "tem" e o outro alguém não. Rompe a troca. Rompe o diálogo. Desqualifica o outro.
Mas o tema aqui é o que se vê, como se vê, como se olha.
Considerando o tempo já vivido e as coisas que fui aprendendo nesse tempo, tenho a ideia de que a razão limita o olhar. Porque o direciona para o que possa ser importante. São. Coerente.
Quero olhar com olhos de criança. Descobrir o inusitado. O detalhe. O reflexo. Assim vou poder desvelar o encoberto. Ver o outro lado.
Quero olhar o lado de dentro. Ir além da aparência, na essência.
Não creio que é a razão que me leva a esse ponto de vista.
A razão também domina o que se olha e o que se vê.
A razão é que não deixa o amor ter o mesmo reflexo de antes.
A razão não deixa a criança de cada um brilhar e se expor.
A razão não permite que as diferenças convivam de forma a se complementar e assim, ser mais.
A propriedade da razão liquida conversas que poderiam não ter fim... Alguém "tem" e o outro alguém não. Rompe a troca. Rompe o diálogo. Desqualifica o outro.
Mas o tema aqui é o que se vê, como se vê, como se olha.
Considerando o tempo já vivido e as coisas que fui aprendendo nesse tempo, tenho a ideia de que a razão limita o olhar. Porque o direciona para o que possa ser importante. São. Coerente.
Quero olhar com olhos de criança. Descobrir o inusitado. O detalhe. O reflexo. Assim vou poder desvelar o encoberto. Ver o outro lado.
Quero olhar o lado de dentro. Ir além da aparência, na essência.
Não creio que é a razão que me leva a esse ponto de vista.
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É o que eu acho...,
Loucuras,
sobre a razão,
sobre o olhar
domingo, agosto 15, 2010
Sobre o que se olha e sobre o que se vê (II)
Adoro Rubem Alves. Ler Rubem Alves me ajuda a ser uma pessoa melhor, uma professora melhor, uma assistente social melhor. Esta crônica, fala do olhar e do ver. Segue a "pauta" que está na minha cabeça...
A arte de ver (Rubem Alves)
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: “Acho que estou ficando louca”. Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. “Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões – é uma alegria! Aconteceu, entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Entretanto, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente a cebola, de objeto a ser comid,o se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora tudo o que vejo me causa espanto...” Ela se calou esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui até a estante de livros e de lá retirei as “Odes Elementales”, de Pablo Neruda. Procurei a “Ode à cebola” e lhe disse: “Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: “...rosa de água com escamas de cristal...” Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver.”
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física ótica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física. William Blake sabia disso é afirmou: “A árvore que o sábio vê não é a mesma árvore que o tolo vê”. Sei isso por experiência própria. Quando vejo os ipês floridos sinto-me como Moisés, diante da sarça ardente: ali está uma epifania do sagrado. Mas uma mulher que vivia perto da minha casa decretou a morte de um ipê que florescia à frente de usa casa, porque ele sujava o chão, dava muito trabalho para a sua vassoura. Seus olhos não viam a beleza. Só viam o lixo.
A Adélia Prado diz: “Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra”. O Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. “Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios”, escreveu Alberto Caeiro. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso é afirmou que a primeira tarefa da educação era ensinar a ver. O Zen Budismo concorda e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada “satori”, a abertura do “terceiro olho”. Não sei se Cummings se inspirava no Zen Budismo mas o fato é que escreveu “ Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram...”
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus Ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão “os seus olhos se abriram”. Vinícius de Moraes adota o mesmo mote no “Operário em Construção”: “De forma que, certo dia, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela mesa – garrafa, prato, facão – era ele quem fazia, eles um humilde operário, um operário em construção”.
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na Caixa de Ferramentas eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas – e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas quando os olhos estão na Caixa dos Brinquedos eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na Caixa de Ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na Caixa dos Brinquedos são os olhos das crianças. Para ter olhos brincalhões é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: “A mim ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas...”
Por isso, porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver, eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar para os assombros que crescem nos desvão da banalidade cotidiana. Como o Jesus Menino do poema do Caeiro. Sua missão seria partejar “olhos vagabundos...”
Este e outros maravilhosos textos podem ser encontrados na "Casa de Rubem Alves"
O Seu Olhar
Conheci esta música, na versão do Arnaldo Antunes, trilha do filme "Bicho de Sete Cabeças". Depois, mais tarde, a Alê me apresentou a versão da Ceumar. Mais doce. Mais leve.
Tenho um vídeo com olhares da Mariana e essa música. Outro dia posto aqui.
Sobre o que se olha e sobre o que se vê (I)
Já faz tempo que essa questão de pensar no que olhamos e no que vemos me chama atenção. Por isso, vou fazer algumas reflexões sobre este sentido, tão aguçado em mim. E tão limitado.
Pra começar, se me perguntam o que mais me chama atenção em alguém é o olhar. Adoro me comunicar pelo olhar, mesmo sabendo que corro o risco de não ser entendida. Gosto de exercitar "falar pelo olhos".
Tenho algumas pessoas com as quais isso é muito fácil. Outras, nem berrando com a maior potência possível das minhas cordas vocais, me faço entender.
Os olhos falam... comer com os olhos... ver para crer... de tudo, ver o que está por detrás do visto é o maior desafio,na maioria das vezes. Mas, tem outras, em que ver o que está diante do nariz é o mais dificil. Daí, entra o medo. O desviar o olhar. Olhar sem ver.
Desculpem a viagem. Juro que tudo isso faz muito sentido pra mim. Talvez quando eu for escrevendo mais seja possível entender. Talvez, precise ler nos meus olhos de que estou falando.
Pra começar, se me perguntam o que mais me chama atenção em alguém é o olhar. Adoro me comunicar pelo olhar, mesmo sabendo que corro o risco de não ser entendida. Gosto de exercitar "falar pelo olhos".
Tenho algumas pessoas com as quais isso é muito fácil. Outras, nem berrando com a maior potência possível das minhas cordas vocais, me faço entender.
Os olhos falam... comer com os olhos... ver para crer... de tudo, ver o que está por detrás do visto é o maior desafio,na maioria das vezes. Mas, tem outras, em que ver o que está diante do nariz é o mais dificil. Daí, entra o medo. O desviar o olhar. Olhar sem ver.
Desculpem a viagem. Juro que tudo isso faz muito sentido pra mim. Talvez quando eu for escrevendo mais seja possível entender. Talvez, precise ler nos meus olhos de que estou falando.
domingo, agosto 08, 2010
Como amar tanto assim???
Em pleno dia dos pais, venho aqui declarar meu amor arrebatador à Mariana. Cada dia, essa pequena me faz mais feliz, mais grata a esse mundo por estes momentos tão maravilhosos que aqueles olhinhos verdes me proporcionam...
Querida, geniosa, inteligente, carismática. Impossível não se apaixonar por essa menina.
À ela, dedico uns versos de Drexler...
"Donde tu estás
yo tengo el Norte,
y no hay nada como tu amor
como medio de transporte.
En este instante,
precisamente,
más canto y más te tengo yo
presente,
más te tengo yo presente".
Filha, obrigada por me fazer minha vida ter sentido. Te amo muito!!!
quarta-feira, agosto 04, 2010
Adoção

Considero a adoção um grande ato. São milhares de crianças e adolescentes hoje no Brasil, vivendo nos "abrigos" que, por lei, só podem abrigá-los por dois anos. Depois o Judiciário precisa reencaminhá-lo para a família ou achar alguma outra solução.
Como assistente social, tenho contato com algumas histórias assombrosas. Abrigos que são mini-presídios, mini-manicômios, e que, junto com a escola e outras instituições comprovam que a institucionalização da questão social só a perpetua. Crianças medicalizadas. Crianças estigmatizadas ao quadrado, ao cubo, sei lá.
Mas não quero discutir, agora, teoricamente esta questão. Quero discutir com o coração. Tenho assistido algumas reportagens sobre o tema e estou com vontade de propor uma pesquisa em Pelotas sobre o perfil das pessoas que querem adotar. Há muitas verdades ditas sobre o tempo de espera, as exigências dos pais, à devolução das crianças. Conhecer a fundo o problema é o melhor para conseguir boas soluções.
Vou voltar ao tema em breve.
terça-feira, agosto 03, 2010
Quem faz o acaso?
Pensar sobre as coisas boas e ruins que nos acontecem, todos os dias, todas as horas.
Buscar razão em desencontros, atrasos, empecilhos, atrapalhações, lembranças em horas impróprias...
Querer entender porque algo que tinha tudo pra dar certo, deu errado. E outro algo que tinha tudo pra dar errado, deu certo...
Tudo isso são questões que teimamos em entender, quando desde Shakespeare, já se sabia que há mais mistérios entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia...
Até o Marx, o mais materialista de todos, afirmava que entender e explicar o mundo era tolice... há que transformá-lo.
Pois eu, com minha formação materialista, de esquerda da esquerda, cada vez mais tenho certeza de uma coisa: nao nos mandamos... mesmo!
E digo mais: ainda bem!
Agradeço os rumos que tenho tomado. Agradeço os amigos que tenho. Agradeço os amores que construi. Os que perdi. Os que ainda terei.
Que eu seja capaz de aprender cada dia com as lições que a vida tem me preparado. E seja capaz de passar um pouquinho disso para aqueles que estão por perto.
Que assim seja!
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sexta-feira, julho 30, 2010
"SEA"
Ya estoy en la mitad de esta carretera
Tantas encrucijadas quedan detrás...
Ya está en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea
Todos los altibajos de la marea
Todos los sarampiones que ya pasé...
Yo llevo tu sonrisa como bandera
Y que sea lo que
Sea
Lo que tenga que ser, que sea
Y lo que no por algo será
No creo en la eternidad de las peleas
Ni en las recetas de la felicidad
Cuando pasen recibo mis primaveras
Y la suerte este echada a descansar
Yo miraré tu foto en mi billetera
Y que sea lo que
Sea
Y el que quiera creer que crea
Y el que no, su razón tendrá
Yo suelto mi canción en la ventolera
Y que la escuche quien la quiera escuchar
Ya esta en el aire girando mi moneda
Y que sea lo que
Sea
Raros momentos
Cada vez tenho mais certeza de que o melhor da vida está nas pequenas coisas, aquelas triviais do dia-a-dia e naquelas que nos fazem corar, rir à toa, ficar com cara de boba. Fazem o coração bater mais forte, as mãos tremerem, e trazem aquela velha sensação de "borboletas no estômago".
Semana passada fui ao show do Jorge Drexler em Porto Alegre. O show fazia parte do Festival de Inverno, e por isso, tinha preço diferenciado (trinta pilinhas). Mas era um show que valia qualquer preço.
Eu gostava muito das músicas do cara. Mas conhecia, relativamente, pouco.
O Show foi no Teatro do Bourbon, um lugar moderno, confortável, com acústica maravilhosa. Drexler se apresentou com uma banda irretocável. COm muitos instrumentos de sopro e percussão. Uma sonzeira. Mas com uma suavidade indescritível.
Mas o que mais me encantou foi a preciosidade dos arranjos e as letras, que pareciam ter sido feitas, a maioria, para que eu cantasse, aos berros, por aí.
Soledad, Sea, Toque de queda, todo se transforma (que eu já amava!), eco, guitara e voz e segue uma lista... Nao teve nem um momento mais ou menos.
MARAVILHA DE ESPETÁCULO!
Obrigada Márcio e Lourenço, que batalharam pelos nossos ingressos na segunda fila!!!
y que sea lo que sea...
segunda-feira, julho 26, 2010
Dia da vó
Hoje, dia 26 de julho é dia da vó. Não só da minha, mas de todas. Mas vou dedicar esse post só à Lurdeca.
"1, 2, 3... Parabéns pra você, nessa data querida, muitas felicidades, muitos anos de vida".
A minha vó Maria de Lourdes, descendente dos Price, de Londres, é uma figura sem igual.
Defende os seus como uma leoa com suas crias. Adora ter sua netaiada e filhadarada na volta. Não esconde suas preferências e suas desavenças.
é exemplo de mulher brasileira. Batalhadora, lutadora, criou seus filhos com dificuldades mas, com sorrisão nos lábios.
Hoje é a matriarca de uma família de doidos. Ao todo, por enquanto são: 6 filhos, 12 netos, 5 bisnetos mais os genros, netos e netas herdados nos casórios e genéricos.
Amigo secreto, acordeon, pedido pra estrela, pão de minuto, bolo de fubá, mizongó de galinha, feijão, adoração pelo Natal, paixão por viajar e andar de carro, pausa pro xi antes de sair, gosto por música e leituras, paixão pela lua,... são algumas das coisas que marcam essa estrela na nossa vida.
Bem-te-vi, sapatinho toc-toc-toc-toc... é assim nossa canção! Vai direto ao coração... Coelhinhos teimosos do jardim, ...
cachorreira, batata frita com coca-cola, churrasco a hora que for e muito, muito sorvete!!!
Te amo vó Lourdes! Minha mãe açucarada...
quarta-feira, julho 21, 2010
Chuva e chuva em Satolep
Muitos dias frios e chuvosos. Bom pra pensar. Mas nem sempre se está afim de pensar. Então, velhos amigos poetas ajudam a traduzir o que se pensa... Fala Chico!
Sol e chuva (Chico Buarque)
Se esta noite o tempo vai virar
Não me deixes sair sozinha
Pode amanhecer
Tudo fora de lugar
Posso não estar aqui
Nossa vida, o vento esfarrapar
Tua manta não ser a minha
Pode acontecer
Quando o tempo serenar
De eu não me lembrar de ti
Sim
Pode vir uma enxurrada
E carregar tudo o que eu tinha
Sim
Posso até gostar
Deixa eu sair sozinha
É sol e chuva, é penumbra e luz
Meu corpo está gelado e queima
Pode acontecer
Podes vir me procurar
Posso não estar aqui
Sol e chuva (Chico Buarque)
Se esta noite o tempo vai virar
Não me deixes sair sozinha
Pode amanhecer
Tudo fora de lugar
Posso não estar aqui
Nossa vida, o vento esfarrapar
Tua manta não ser a minha
Pode acontecer
Quando o tempo serenar
De eu não me lembrar de ti
Sim
Pode vir uma enxurrada
E carregar tudo o que eu tinha
Sim
Posso até gostar
Deixa eu sair sozinha
É sol e chuva, é penumbra e luz
Meu corpo está gelado e queima
Pode acontecer
Podes vir me procurar
Posso não estar aqui
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segunda-feira, julho 19, 2010
tempos modernos...

Capitão de indústria (Paralamas)
Eu às vezes fico a pensar
Em outra vida ou lugar
Estou cansado demais
Eu não tenho tempo de ser
De nada ter que fazer
É quando eu me encontro perdido
Nas coisas que eu criei
E eu não sei
Eu não vejo além da fumaça
O amor e as coisas livres, coloridas
Nada poluídas
Eu acordo pra trabalhar
Eu durmo prá trabalhar
Eu vivo prá trabalhar...
Acho que é o período crítico do ano. Meio do ano. Sem férias. E depois dizem que professor é beneficiado com tr~es meses de férias por ano... Eu ainda não achei as minhas.
Preciso de tempo pra rir, sonhar e não fazer nada...
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sábado, julho 17, 2010
Dia Especial

"Se alguém já lhe deu a mão e não pediu mais nada em troca, pense bem pois é um dia especial" (DL)
Amanhã, dia 18/07, é aniversário da minha queridíssima amiga POIA: Alessandra Meirelles. Hoje, sábado, iríamos comemorar o aníver dela aqui em casa mas, ela me deu o maior bolo. Então, estou aqui, mateando, ouvindo música e me esquentando em frente à lareira... e resolvi escrever algo sobre essa figura.
Alessandra é quase indescritível. É daquelas pessoas que são raras. Amiga, atrapalhada, memória de elefante, sonhadora irrecuperável. O texto do Benedetti que está aí no último post fala bem das figuras que amo. E a maior parte das características citadas por ele, estão na Alessandra.
Resolvi procurar o significado do nome Alessandra. Tive até que rir: DEFENDE O HOMEM. Vou entender que é a humanidade. E é assim mesmo. Ela é um doce. Mas se qualquer um, por qualquer razão, fizer qualquer coisa com seus amores, ela vira bicho! O significado de POIA todos sabem. Ela é uma POIA. A DINDA POIA!
A Alê está sempre disponível. Até demais. Já conversamos muito sobre isso. Carrega o piano junto, come meio quilo de sal e tudo mais de dificil que tiver que rolar.
Esteve comigo sempre. No pior momento da minha vida e no melhor, estava longe, fisicamente. Mas estava mais presente do que muitos que estavam perto. Foi uma força fundamental na construção da minha tese, da minha casa e na desconstrução de outras coisas também. Acompanhou, quase que diariamente, minha gravidez e meus medos... Brindou com o Xu o nascimento da Mariana. Brindou comigo muitas outras coisas. E ainda vamos brindar outras tantas.
Hoje o brinde é pra ti, sua poia! Te amo mais do que podes imaginar.
Exijo que sejas feliz! Vou estar sempre por perto, me certificando de que estás fazendo isso.
Feliz aniversário!!!
sexta-feira, julho 16, 2010
quinta-feira, julho 15, 2010
As dores do crescimento
Há algum tempo, escrevi para minha amiga poia sobre as dores do crescimento... Quando criança, sofria de dores na panturrilha (batata da perna) quase todos os dias. Minha mãe dizia que era dor de crescimento. E realmente, cresci bastante. Minhas pernas são bemmmmmmm compridas.
A conversa com a Poia era sobre outro crescimento. Aquele que faz a gente perceber que o mundo não vai mudar tão rápido quanto sonhávamos, que coisas tristes de verdade nos aconteciam e marcavam e mudavam a vida pra sempre. Essa dor, não sabíamos descrever, nem prever quando iria passar.
Mas ela passa. Num dia, sem saber como, nem porquê, percebemos que a "perna" não dói mais. Crescemos... Mas ficam muitas marcas. Umas quase imperceptíveis, outras profundas.
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento" (Clarice Lispector).
A conversa com a Poia era sobre outro crescimento. Aquele que faz a gente perceber que o mundo não vai mudar tão rápido quanto sonhávamos, que coisas tristes de verdade nos aconteciam e marcavam e mudavam a vida pra sempre. Essa dor, não sabíamos descrever, nem prever quando iria passar.
Mas ela passa. Num dia, sem saber como, nem porquê, percebemos que a "perna" não dói mais. Crescemos... Mas ficam muitas marcas. Umas quase imperceptíveis, outras profundas.
"Não se preocupe em entender. Viver ultrapassa todo o entendimento" (Clarice Lispector).
domingo, julho 11, 2010
Arnaldo Antunes e Nando Reis - Não Vou me Adaptar
Mesmo com toda a pressão, não vou me adaptar. O pulso ainda pulsa...
sexta-feira, julho 09, 2010
Rica tarde

Hoje a tarde, depois de uma manhã atribulada e cheia de problemas que não deveriam ter importância mas que ainda me causam um razoável nível de estress, tive um encontro dos bons.
Nos reunimos, eu, Letícia, Alessandra e Paulo, para organizar a publicação das crônicas de um velho conhecido nosso: o querido Deogar Soares.
Duvido que exista alguém que tenha o conhecido que não tenha nada a falar do Deogar... ele era daquelas figuras que, com jeito todo seu, mudava o mundo, de verdade.
Essa mudança se dava de variadas formas. Com seu vôo livre diário, fazendo seus ouvintes pensarem e se recolocarem no mundo. Com sua inquietação diante do instituido. Com seu jeito rebelde de ser. Com sua voz que entrava e cativava a alma de qualquer um. Com seu olhar doce e feróz, manso e atroz.
Sinto muita saudade do Velho. O Deogar marcou uma fase muito importante da minha vida. A fase em que escolhi de que lado do mundo eu queria estar. Do lado de quem eu iria lutar. E de que jeito eu iria desenvolver esta luta.
Lembrar do Deogar é lembrar dos meus amigos, dos nossos sonhos, das nossas utopias e lutas, que não se perderam totalmente, mas que morreram um pouco junto com o Velho.
Hoje, pude reviver um pouquinho disso tudo. Primeiro na nossa "reunião". Bem diferente das reuniões de outrora, mas não menos eficiente e, talvez, mais prazerosa. Depois, com a Letícia (filha do Deogar e minha amiga de sempre), remexendo as fotografias feitas pelo Deogar e da época da campanha para vereador e do mandato.
Quanto prazer! Quanta saudade!
Viajamos no tempo e matamos um pouco essa falta que arde. Falta do que éramos e do que sonhávamos ser.
Rica tarde, essa!
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