Hoje é Sábado de aleluia.
Passei o dia com meus pais e irmãs. Sem a Mari.
A Mari está passando o feriadão com o pai.
Não foi assim que sonhei a véspera da Páscoa.
Imaginei que a faríamos dormir e, então, iríamos arrumar o ninho da Páscoa, esconder, fazer pegadas.
Há um tempo, mesmo casada, tenho feito isso sozinha.
É um rearranjo da história. Uma alteração no roteiro original.
Isso ainda doi. Não pelo casamento, em si, que já estava acabado fazia tempo.
Mas pelo enredo.
Sou tri família. Gostos de partilhar. Gosto de café da manhã, conversa e leitura de jornal.
Gosto de matear com os gatos e cachorros na volta.
Hoje, em um filme, alguém disse que não se tratava da dor da morte. Mas da dor da cura.
Acho que é isso.
Assim, aproveitando a energia da renovação da Páscoa, estou trocando a casca.
A Páscoa da Mari está pronta. Amanhã ela vai estar aqui. E vamos ter a vida toda pela frente para partilhar e compartilhar.
Feliz Páscoa.
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domingo, abril 20, 2014
sexta-feira, agosto 23, 2013
Descasar
Aí, chega um dia - ou uma noite - em que dá vontade de escrever sobre os processos que temos atravessado.
É como quebrar uma maldição. Ou quebrar o feitiço. Se não verbalizarmos, escrevermos, ou registrarmos de algum modo, o feitiço não passa. O monstro não some. A dor não cessa.
Encontrar alguém. Dividir a vida. Doar parte da nossa própria vida. Compartilhar a melhor coisa da vida. Enfrentar as coisas mais tristes da vida. E desencontrar esse alguém.
Como tudo, não há receita ou caminhos preditos para trilhar estas etapas. São muitas as questões a serem digeridas, compreendidas, aceitas, cicatrizadas.
Eu sempre pensei que um relacionamento, seja do tipo que for (amizade, compromisso profissional, amor) precisa ser livre. O contrato tem de ser por livre escolha de ambas as partes envolvidas. Precisa ser, predominantemente bom.
Num relacionamento afetivo, há que se emparceirar. Não trata-se de completar. Às vezes, o desencaixe é o dispositivo para que a coisa ande e torne-se desafiadora.
Também pensei que o fim de uma relação, precisa ser respeitoso. Claro que sempre pensei que doeria, seria difícil. Mas, assim, como crio imagens fantasiosas de uma relação "perfeita na sua imperfeição", pensei que acabar poderia ser mais fácil. Definitivamente, não foi. Não é.
Mas pra onde vai tudo quando acaba?
Onde guardar os espantos que o processo de separar-se do outro vai proporcionando? como é possível separar?
Fico pensando que a palavra mais apropriada aqui seria ... não sei. Redescobrir? cobrir? Será que é possível separarmos dos que nos tornarmos?
o fato é que é preciso lidar com essa nova etapa. É preciso olhar pra frente, carregando o que éramos e o que nos tornamos. E, em determinado aspectos, é detestável, mas não intransponível.
É como quebrar uma maldição. Ou quebrar o feitiço. Se não verbalizarmos, escrevermos, ou registrarmos de algum modo, o feitiço não passa. O monstro não some. A dor não cessa.
Encontrar alguém. Dividir a vida. Doar parte da nossa própria vida. Compartilhar a melhor coisa da vida. Enfrentar as coisas mais tristes da vida. E desencontrar esse alguém.
Como tudo, não há receita ou caminhos preditos para trilhar estas etapas. São muitas as questões a serem digeridas, compreendidas, aceitas, cicatrizadas.
Eu sempre pensei que um relacionamento, seja do tipo que for (amizade, compromisso profissional, amor) precisa ser livre. O contrato tem de ser por livre escolha de ambas as partes envolvidas. Precisa ser, predominantemente bom.
Num relacionamento afetivo, há que se emparceirar. Não trata-se de completar. Às vezes, o desencaixe é o dispositivo para que a coisa ande e torne-se desafiadora.
Também pensei que o fim de uma relação, precisa ser respeitoso. Claro que sempre pensei que doeria, seria difícil. Mas, assim, como crio imagens fantasiosas de uma relação "perfeita na sua imperfeição", pensei que acabar poderia ser mais fácil. Definitivamente, não foi. Não é.
Mas pra onde vai tudo quando acaba?
Onde guardar os espantos que o processo de separar-se do outro vai proporcionando? como é possível separar?
Fico pensando que a palavra mais apropriada aqui seria ... não sei. Redescobrir? cobrir? Será que é possível separarmos dos que nos tornarmos?
o fato é que é preciso lidar com essa nova etapa. É preciso olhar pra frente, carregando o que éramos e o que nos tornamos. E, em determinado aspectos, é detestável, mas não intransponível.
Casamento... modo de usar (ou não)
Casamento, Modo de Usar
“Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranqüiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.
Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.
Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não o peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por hora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.
Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda. Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade.
Desta forma, esqueça todas as sugestões anteriores e guarde uma simples: antes de casar-se com alguém é preciso conhecê-lo bem, e isso é profundamente difícil quando não se conhece minimamente a si próprio. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.”
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Desconhecido
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