A noite foi de tempestade em Pelotas. Desde a tardinha, raios e trovões dominaram o céu e o silêncio do Laranjal. Depois veio a chuva, durante toda a noite.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
domingo, setembro 16, 2012
quinta-feira, agosto 30, 2012
E lá se vai mais um dia...
Passaram 15 dias, desde a última postagem.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
sexta-feira, agosto 17, 2012
da janela lateral do quarto de dormir
Acabou a semana. Sobrevivi e bem. Com alguns arranhões e acho que com mais alguns cabelos brancos (sim, desde os 15 anos os cultivo), mas viva e com mais domínio das minhas coisas e vontades.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
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sexta-feira, agosto 10, 2012
Bola neve
A vida não para... a vida é tão rara.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
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sábado, agosto 04, 2012
Tempo de plantar e tempo de colher
"Regue as plantas, regue suas relacões, regue seu futuro, porque sem cuidar nada cresce." (Marta Medeiros)
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
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O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
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sexta-feira, junho 08, 2012
Sobre expectativas e frustrações...
Tenho muitos defeitos.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
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domingo, junho 03, 2012
e o mundo gira...
check list da última semana...
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
segunda-feira, maio 28, 2012
Outra lista
Daqui a aproximadamente duas horas, completo 36 anos de vida. Vida boa. Privilegiada. Repleta de boas coisas. Boas gentes. Bons aprendizados. Como todas as vidas, com algumas pedras, dores e cicatrizes. Me esforço para aprender com elas e por algumas, consigo até agradecer, por todo o crescimento que proporcionaram. Este é um aniversário diferente. O primeiro depois de uma decisão difícil e necessária. Não foi/é/será/ fácil decidir pular do barco. soltar a corda. alçar voo. deixar pra trás as coisas que sonhamos e desejamos durante tanto tempo. Mas a idade, o tempo e as experiências tendem a trazer a maturidade e a necessidade de escolher e perceber que, às vezes, nadar contra a corrente não é a melhor opção. Nesse início de novo ciclo, minha lista é de agradecimentos. Ei-la:
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
domingo, maio 20, 2012
Claricer
Transgredir, porém, os meus próprios limites me fascinou de repente. e foi quando pensei em escrever sobre a realidade, já que essa me ultrapassa. Qualquer que seja o que que dizer "realidade". O que narrarei será meloso? Tem tendência mas então agora mesmo seco e endureço tudo. e pelo menos o que escrevo não pede favor a ninguém e não implora socorro: aguenta-se na sua chamada dor com uma dignidade de barão.
Do maravilhoso "A hora da estrela", da mais maravilhosa Clarice.
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sábado, maio 19, 2012
Voo livre...
Há algum tempo, postei aqui que tinha tido uma tarde agradável, de reencontro com amigos, iniciando a construção de um projeto coletivo. Era a nossa primeira reunião (Letícia, Paulo e Alessandra) para pensarmos o livro do Deogar. Isso foi no dia 09 de julho de 2010.
De lá pra cá, tivemos vários momentos bons, muitas idas e vindas. E finalmente, quinta-feira (dia 17 de maio) o livro ficou pronto.
Neste período, juntaram-se e/ou aproximaram-se ao grupo de amigos outros queridos: Luiz Minduim, Alê Meirelles, Zeca Soares, Jairo Sanguiné e Antônio Cruz.
Não sei dizer o que foi melhor. Ler as crônicas, reencontrar gente querida, pensar nos momentos em que vivemos na convivência com este querido Velho, que já está lá em lugar melhor que este.
O fato é que está pronto.
Teremos um pré-lançamento para os chegados nos ajudarem a custear a primeira edição e, em seguida, um lançamento oficial na Câmara de Vereadores, no espaço Deogar Soares.
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segunda-feira, abril 30, 2012
Inverno astral
Último dia de abril.
Outono, ainda, portanto.
Daqui a 28 dias, estou de aniversário. Pleno inferno astral. Mas eis que o clima pelotense resolveu me presentar com uma antecipação do inverno. E assim, estou transformando meu inferno astral em inverno astral, o que, para mim, adoradora do inverno, é muito agradável.
Já comecei a hibernar no final de semana. Curtir a casa e deixar o sol matinal entrar pela janela para esquentar o lar.
Tomar vinho. Até me atrever na cozinha, ando me atrevendo.
Acho o inverno um bom momento para retiros. Me retirar de cena. Me retirar do embate. E simplesmente me aconchegar e saborear o frio.
Com a proximidade do aniversário, começo a fazer minhas listas... amanhã ou depois, posto aqui.
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terça-feira, abril 10, 2012
segunda-feira, abril 02, 2012
Depressão de Domingo
Desde criança,o domingo a noite tinha um peso...
Os Trapalhões me divertiam mas, ao mesmo tempo, anunciavam que estava acabando o final de semana.
Depois, a vinheta do Tele-Domingo anunciava ou que meus amores viriam embora pra Pelotas, ou eu estaria indo para Porto, de volta ao Mestrado.
Ainda mais tarde, era o sinal de que faltavam poucas horas pra van me levar ao doutorado.
Amo meu trabalho e sempre amei estudar, desde criança. O problema não era esse. Mas o domingo a noite me angustia.
Há algumas semanas, um pouco mais. Ando com dificuldade pra deixar a onda passar e curtir o mar de coisas que aparecem quando a segunda-feira amanhece. Começo a segunda, carregando todo a carga da semana anterior, as mágoas que não estou conseguindo elaborar, por mais que me esforce.
E isso me tem tomado muita energia.
Tá complicado. Mas cada dia menos complicado.
Espero que o tempo passe.
Espero que a semana acabe...
Pra que eu possa 'me" ver de novo... (adaptado sem sua licença, Nando Reis)
segunda-feira, março 26, 2012
O que te faz feliz?
A música postada abaixo, se não estou enganada, foi de um comercial. Mas faz pensar. O que nos faz felizes?
Minha lista de respostas pra essa questão não é longa. Nem difícil.
1) ter a Mariana na minha vida. Suas descobertas. Seu sorriso. Sua dança rebolativa.
2) Mudar um pouquinho o mundo de alguém.
3) Chorar de rir. Sinceramente.
4) Surpresa.
5) Flores na casa.
6) Café na cama.
7) Olhar a lagoa brilhando.
8) Sentir o mar e o sol no rosto num dia de verão.
9) Sentar na frente da lareira no inverno.
10) Me sentir amada.
11) Acordar achando que estou atrasada e ver que ainda tenho mais uma hora de sono.
12) Ouvir boas músicas.
13) Claro... ver a lua nascer.
O Que Faz Você Feliz?
Seu Jorge
O que faz você Feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você...
A lua, a praia
O mar, uma rua
Um doce, uma dança
Paixão, dormir cedo
Comer chocolate
Passear na cidade
O carro, o aumento
a casa, o trabalho
O que faz você feliz?
O que faz você...
Arroz com feijão
Matar a saudade
Goiabada com queijo
Um amor, um desejo.
Um beijo na boca,
um dia de sol,
viver um romance,
jogar futebol
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
Minha lista de respostas pra essa questão não é longa. Nem difícil.
1) ter a Mariana na minha vida. Suas descobertas. Seu sorriso. Sua dança rebolativa.
2) Mudar um pouquinho o mundo de alguém.
3) Chorar de rir. Sinceramente.
4) Surpresa.
5) Flores na casa.
6) Café na cama.
7) Olhar a lagoa brilhando.
8) Sentir o mar e o sol no rosto num dia de verão.
9) Sentar na frente da lareira no inverno.
10) Me sentir amada.
11) Acordar achando que estou atrasada e ver que ainda tenho mais uma hora de sono.
12) Ouvir boas músicas.
13) Claro... ver a lua nascer.
O Que Faz Você Feliz?
Seu Jorge
O que faz você Feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você...
A lua, a praia
O mar, uma rua
Um doce, uma dança
Paixão, dormir cedo
Comer chocolate
Passear na cidade
O carro, o aumento
a casa, o trabalho
O que faz você feliz?
O que faz você...
Arroz com feijão
Matar a saudade
Goiabada com queijo
Um amor, um desejo.
Um beijo na boca,
um dia de sol,
viver um romance,
jogar futebol
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
sábado, março 24, 2012
Calvin e a borboleta...
E ai, como nada é por acaso, me deparo com essa do Calvin. Mas não quero prender as borboletas, não... só voar com elas!
Felicidade e borboletas...
"A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva. Mas se você voltar sua atenção para outras coisas ela virá pousar calmamente nos seus ombros." (Thoreau)
Essa frase me acompanha há muitos anos. Acredito muito nisso.
Entretanto, ando inquieta. Cansada de esperar que as borboletas resolvam pousar. Não conseguindo dar tempo ao tempo. E, por vezes, correndo desengonçada atrás delas.
Ser feliz é paz de espírito. Para estar feliz, tenho que ter capacidade de aquietar a alma, os pensamentos, o coração, o relógio. Mas como fazer isso em dias tão atropelados e sobrecarregados?
Gosto de observar as pessoas que lidam com o tempo de jeito diferente. Sem pretensões. Sem esperar que cada dia seja o dia D. Admiro com certa inveja. E sigo, incompetente na tarefa de aprender com estas práticas. No meu cotidiano, tenho o prazer de conhecer muitas pessoas assim. Que vivem. Simplesmente, vivem.
Já eu, tenho pressa. Tenho sede de transformação. E não tenho mais a energia que tinha antes pra fazer essas transformações acontecerem.
Acabo por concluir que o que tem afastado minhas borboletas é essa minha mania de querer ser feliz a qualquer custo. De querer controlar o tempo. De querer ser dona do meu tempo.
E aí, me vem o Rubem Alves e diz:
"
Ricardo Reis disse a mesma coisa num poema mais curto: "Dia em que não gozaste não foi teu:/ Foi só durares nele. Quanto vivas/ Sem que o gozes, não vives./ Não pesa que amas, bebas ou sorrias:/ Basta o reflexo do sol ido na água/ De um charco, se te é grato./ Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas/ Seu prazer posto, nenhum dia nega/ A natural ventura". Beber o encanto de estar no mundo! Não importa que ele nos venha em pequenos fragmentos de alegria, de riso, de compaixão, de amizade, de silêncio, arroz e feijão, o abraço de amor, a poesia, as coisas do dia-a-dia. Se você não sabe sobre que estou falando, por favor, leia a poesia de Adélia Prado. São sacramentos, fragmentos de uma felicidade que nos toca de leve, para logo se ir. A felicidade é assim, não é coisa grande que vem para ficar. Sabe disso Guimarães Rosa, que dizia que ela só acontece em raros momentos de distração. Mas é justo assim que Deus vem, quando estamos distraídos, eternidade num grão de areia, reflexo do sol ido na água de um charco." Esta crônica está num blog que chama "Felicidade só é real quando compartilhada"
É... vou seguir aqui pensando.
quarta-feira, março 21, 2012
Sentido na vida é amar sem medida...
O Que É Que Tem Sentido Nesta Vida
Vinicius de Moraes
O que é que tem sentido nesta vida
Não vai ser casa e comida
Cama fofa, cobertor
Não vai ser ficar mirando os astros
Ou então andar de rastros
Pelas sendas do senhor
Para muitos é o dinheiro
Ir de janeiro a janeiro
De pé no acelerador
Eu sinceramente, preferia
Uma vida de poesia
Na vigília de um amor
Há quem creia em ter status
Sair em fotos & fatos
Ter ações ao portador
Eu só acredito em liberdade
E estar sempre com saudade
De viver um grande amor
Vinicius de Moraes
O que é que tem sentido nesta vida
Não vai ser casa e comida
Cama fofa, cobertor
Não vai ser ficar mirando os astros
Ou então andar de rastros
Pelas sendas do senhor
Para muitos é o dinheiro
Ir de janeiro a janeiro
De pé no acelerador
Eu sinceramente, preferia
Uma vida de poesia
Na vigília de um amor
Há quem creia em ter status
Sair em fotos & fatos
Ter ações ao portador
Eu só acredito em liberdade
E estar sempre com saudade
De viver um grande amor
segunda-feira, março 19, 2012
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