segunda-feira, abril 30, 2012

FREJAT - AMOR PRA RECOMEÇAR




Inverno astral

Último dia de abril. Outono, ainda, portanto. Daqui a 28 dias, estou de aniversário. Pleno inferno astral. Mas eis que o clima pelotense resolveu me presentar com uma antecipação do inverno. E assim, estou transformando meu inferno astral em inverno astral, o que, para mim, adoradora do inverno, é muito agradável. Já comecei a hibernar no final de semana. Curtir a casa e deixar o sol matinal entrar pela janela para esquentar o lar. Tomar vinho. Até me atrever na cozinha, ando me atrevendo. Acho o inverno um bom momento para retiros. Me retirar de cena. Me retirar do embate. E simplesmente me aconchegar e saborear o frio. Com a proximidade do aniversário, começo a fazer minhas listas... amanhã ou depois, posto aqui.

segunda-feira, abril 02, 2012

Depressão de Domingo





Desde criança,o domingo a noite tinha um peso...

Os Trapalhões me divertiam mas, ao mesmo tempo, anunciavam que estava acabando o final de semana.

Depois, a vinheta do Tele-Domingo anunciava ou que meus amores viriam embora pra Pelotas, ou eu estaria indo para Porto, de volta ao Mestrado.

Ainda mais tarde, era o sinal de que faltavam poucas horas pra van me levar ao doutorado.

Amo meu trabalho e sempre amei estudar, desde criança. O problema não era esse. Mas o domingo a noite me angustia.

Há algumas semanas, um pouco mais. Ando com dificuldade pra deixar a onda passar e curtir o mar de coisas que aparecem quando a segunda-feira amanhece. Começo a segunda, carregando todo a carga da semana anterior, as mágoas que não estou conseguindo elaborar, por mais que me esforce.
E isso me tem tomado muita energia.

Tá complicado. Mas cada dia menos complicado.

Espero que o tempo passe.
Espero que a semana acabe...
Pra que eu possa 'me" ver de novo... (adaptado sem sua licença, Nando Reis)

segunda-feira, março 26, 2012

O que te faz feliz?

A música postada abaixo, se não estou enganada, foi de um comercial. Mas faz pensar. O que nos faz felizes?
Minha lista de respostas pra essa questão não é longa. Nem difícil.

1) ter a Mariana na minha vida. Suas descobertas. Seu sorriso. Sua dança rebolativa.

2) Mudar um pouquinho o mundo de alguém.

3) Chorar de rir. Sinceramente.

4) Surpresa.

5) Flores na casa.

6) Café na cama.

7) Olhar a lagoa brilhando.

8) Sentir o mar e o sol no rosto num dia de verão.

9) Sentar na frente da lareira no inverno.

10) Me sentir amada.

11) Acordar achando que estou atrasada e ver que ainda tenho mais uma hora de sono.

12) Ouvir boas músicas.

13) Claro... ver a lua nascer.



O Que Faz Você Feliz?
Seu Jorge

O que faz você Feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você...

A lua, a praia
O mar, uma rua
Um doce, uma dança
Paixão, dormir cedo

Comer chocolate
Passear na cidade
O carro, o aumento
a casa, o trabalho

O que faz você feliz?
O que faz você...

Arroz com feijão
Matar a saudade
Goiabada com queijo
Um amor, um desejo.

Um beijo na boca,
um dia de sol,
viver um romance,
jogar futebol

O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?
O que faz você feliz?

sábado, março 24, 2012

Calvin e a borboleta...



E ai, como nada é por acaso, me deparo com essa do Calvin. Mas não quero prender as borboletas, não... só voar com elas!

Felicidade e borboletas...



"A felicidade é como uma borboleta. Quanto mais você a persegue, mais ela se esquiva. Mas se você voltar sua atenção para outras coisas ela virá pousar calmamente nos seus ombros." (Thoreau)


Essa frase me acompanha há muitos anos. Acredito muito nisso.

Entretanto, ando inquieta. Cansada de esperar que as borboletas resolvam pousar. Não conseguindo dar tempo ao tempo. E, por vezes, correndo desengonçada atrás delas.

Ser feliz é paz de espírito. Para estar feliz, tenho que ter capacidade de aquietar a alma, os pensamentos, o coração, o relógio. Mas como fazer isso em dias tão atropelados e sobrecarregados?

Gosto de observar as pessoas que lidam com o tempo de jeito diferente. Sem pretensões. Sem esperar que cada dia seja o dia D. Admiro com certa inveja. E sigo, incompetente na tarefa de aprender com estas práticas. No meu cotidiano, tenho o prazer de conhecer muitas pessoas assim. Que vivem. Simplesmente, vivem.

Já eu, tenho pressa. Tenho sede de transformação. E não tenho mais a energia que tinha antes pra fazer essas transformações acontecerem.

Acabo por concluir que o que tem afastado minhas borboletas é essa minha mania de querer ser feliz a qualquer custo. De querer controlar o tempo. De querer ser dona do meu tempo.

E aí, me vem o Rubem Alves e diz:

"
Ricardo Reis disse a mesma coisa num poema mais curto: "Dia em que não gozaste não foi teu:/ Foi só durares nele. Quanto vivas/ Sem que o gozes, não vives./ Não pesa que amas, bebas ou sorrias:/ Basta o reflexo do sol ido na água/ De um charco, se te é grato./ Feliz o a quem, por ter em coisas mínimas/ Seu prazer posto, nenhum dia nega/ A natural ventura". Beber o encanto de estar no mundo! Não importa que ele nos venha em pequenos fragmentos de alegria, de riso, de compaixão, de amizade, de silêncio, arroz e feijão, o abraço de amor, a poesia, as coisas do dia-a-dia. Se você não sabe sobre que estou falando, por favor, leia a poesia de Adélia Prado. São sacramentos, fragmentos de uma felicidade que nos toca de leve, para logo se ir. A felicidade é assim, não é coisa grande que vem para ficar. Sabe disso Guimarães Rosa, que dizia que ela só acontece em raros momentos de distração. Mas é justo assim que Deus vem, quando estamos distraídos, eternidade num grão de areia, reflexo do sol ido na água de um charco." Esta crônica está num blog que chama "Felicidade só é real quando compartilhada"


É... vou seguir aqui pensando.

quarta-feira, março 21, 2012

Sentido na vida é amar sem medida...

O Que É Que Tem Sentido Nesta Vida
Vinicius de Moraes

O que é que tem sentido nesta vida
Não vai ser casa e comida
Cama fofa, cobertor
Não vai ser ficar mirando os astros
Ou então andar de rastros
Pelas sendas do senhor

Para muitos é o dinheiro
Ir de janeiro a janeiro
De pé no acelerador
Eu sinceramente, preferia
Uma vida de poesia
Na vigília de um amor

Há quem creia em ter status
Sair em fotos & fatos
Ter ações ao portador
Eu só acredito em liberdade
E estar sempre com saudade
De viver um grande amor

segunda-feira, março 19, 2012

domingo, março 18, 2012

Desabafo e lamentos




Há um tempo assisti um filme em que uma mulher acordava e haviam apagado seu passado... todas as lembranças que ela tinha, casamento, filhos, etc, eram desconfirmadas pelas pessoas. Ela enlouquecia tentando recuperar tudo aquilo que tinha construído e conquistado ao longo da vida...

Exageros a parte... mas me sinto assim em alguns aspectos.

Como lidar com o fato de não reconhecer pessoas com quem se dividiu e planejou tudo na vida?

Como deixar pra trás "amigos", "parentes", planos, tudo porque uma parte do previsto não deu certo?

Acho tudo muito estranho.

Nada mais comum nos dias atuais do que relacionamentos não darem certo e as pessoas recomeçarem seus percursos. Mas daí a desmoronar todas as coisas construídas ao longo de anos... isso realmente eu não poderia pensar como possível.

Estou chocada.

Estou com a mais absoluta certeza de que chega um momento em que as coisas terminam. Mas não acho que junto com o relacionamento precise terminar o respeito, a dignidade, a parceria...

Isso me deixa profundamente triste.

Isso me deixa profundamente decepcionada.

O mais complicado é a obrigatória convivência...

Mas vamos em frente... já passei (passamos juntos, inclusive) coisas bem piores... e sobrevivi.

Lamento não poder mais levar as boas lembranças, como planejamos.

Lamento não levar em consideração mais nada...

Vou fazer um esforço sobre-humano para conseguir dividir o que tenho de melhor na vida... que ironia...

Fui... (tarde).

Andréa

segunda-feira, fevereiro 27, 2012

Desarrumação

Qual a fronteira entre o que foi e o que já não é?

Nos últimos dias, tenho me dedicado, lentamente a organizar minha casa... esvaziar prateleiras... limpar, descartar, doar, guardar, esconder coisas de mim mesma. Colocar outras em evidência.

Organizar as coisas externas ajudam a organizar as coisas internas. Sempre foi assim comigo. Nos meus períodos mais conturbados, o quarto, o guarda-roupa, o escritório apresentavam-se bagunçados.

Não sou nenhuma "super" organizada. mas se a bagunça do lado de fora está demais, por dentro nem se fala.

Me dou conta que essa baderna estava assim há anos. Tinha minhas desculpas... o doutorado, a gravidez e o repouso forçado. a Mariana recém-nascida... a volta ao trabalho... e ía deixando a casa e a vida, revirada.

Cansei disso. Cansei de fingir não ver que a fechadura estava estragada. A luz queimada. A gaveta bagunçada. E comecei a colocar as coisas em ordem. Na minha ordem não tão ordenada assim...

Além de cansar, tais arrumações desarrumam muitas coisas e causam uma certa dor.

Vou em frente. Buscando tomar decisões que me deixem mais em paz. Mais perto da Mari... com mais oxigênio.

No meio do processo, revelações irônicas de desconhecimento do outro. Mas sobrevivo em meio às pilhas de mim mesma e meus pedaços que andam espalhados por aqui.

"Só me deixe aqui quieta... isso passa. Amanhã é outro dia"


quinta-feira, fevereiro 23, 2012

...

O que dizer diante do espanto?

Triste...

domingo, fevereiro 05, 2012

Cuidado e zelo



Cuidado. Uma das palavras e atitudes que mais me tocam.

Há quatro anos, um pouco mais na verdade, ganhei/conquistei a responsabilidade de cuidar um serzinho que é o que me faz respirar todo o dia.

Cuidar pra que cresça feliz. Cuidar para que não se machuque. Cuidar para que não machuque os outros. Ou as plantas. Ou o gato...

Cuidar é um movimento dialético. É dizer sim e não. É permitir e negar. É brincar e falar sério.

Sou cuidadora por natureza. Minha profissão é cuidadora. A área que mais gosto de atuar (saúde) é cuidadora. Meus relacionamentos se complicam porque sou a cuidadora de tudo e todos, e nem sempre isso é fácil. acabo não sabendo ser cuidada, quando mais preciso. Mas isso é papo pra outro texto.

Agora, cuidar de filho (filha, no caso)é uma arte.

Algo como estudar mandarim. Ou logaritmos. Mas muito, muito mais prazeroso.

Agradeço a Deus e à minha filhota diariamente por esse aprendizado constante.

Quanto aos erros, peço desculpa, sou uma mãe em formação.

sábado, janeiro 28, 2012

Fofocada

Deitada no meu braço, de manhã:

- Mãe, estás me fofocando. Sabe o que é fofocar? É deixar a pessoa sem falta, sem ar...

sexta-feira, janeiro 27, 2012

Mariana e o repelente

Fomos passear de carro na praia. Mariana comeu um krep da tia Tata de chocolate (maravilhoso... só no Laranjal tem).
Como sempre, Mariana falando, falando, comentando, perguntando...
De repente, diz, pensativa:
- Tomara que tenha repelente dentro da minha barriga...
- O que, filha?
- É, mãe... já pensou se tiver mosquito lá comendo as minhas comidas?
- Como assim?
- Ué... mosquitos dentro da barriga. COmendo a minha comida.

Simples assim... Que isso agora?

quinta-feira, janeiro 26, 2012

Pra onde vai a água da chuva?




Respeito (Arnaldo Antunes)

O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito


Pra onde vai o respeito? As coisas vividas? as estórias contadas?

Pra onde vai a água da chuva depois da chuva?

Em que momento a luz se apaga? Quando a página é virada?

Tenho muita dificuldade em compreender o que passa na cabeça das pessoas e a forma como lidam com as coisas e dificuldades das pessoas. A escolha pelo mais doído. A opção pelo caminho mais tortuoso... Em nome de que?

"Espero que esse tempo passe". Cansei.

sexta-feira, janeiro 20, 2012

Paraninfa...

Me formei em Serviço Social em 1998. Em 1999, entrei no Mestrado e, em 2000, na Prefeitura, iniciando, efetivamente, meu exercício profissional. No ano seguinte, comecei a lecionar na UCPEL, primeiro Sociologia, substituindo o amigo Antônio Cruz, que estava fazendo doutorado. Depois, lecionando no curso de Serviço Social.

Hoje, iniciam as solenidades da formatura da turma que me escolheu como PARANINFA. Não sei explicar o significado disso na minha vida. Não na vida profissional. Mas na vida, como um todo.

O que torna isso mais especial, é que esta turma de colegas que amanhã estará recebendo seu diploma foi, talvez, a que me viu mais por inteiro.

A turma que me viu enfrentando todas as inseguranças de mãe que deixa um bebê em casa e vai trabalhar e se pega falando, falando no rebento.

Me viu passando por muitas metamorfoses, especialmente a de aprender a rir mais de mim mesma...

Me conheceu experimentando coordenar um curso em crise. Lidar com conflitos pessoais, profissionais, de ego, superego e tudo mais.

E ainda assim, me presta essa homenagem. Me provando, que ser, essencialmente ser, é o melhor jeito de sermos felizes nesta vida.

Obrigada, queridas. Amo vocês!
baby