... Não me falta tapete
Não me falta sofá
Só falta você, sentado na sala
Só falta você estar... (A. Antunes)
A solidão não é de todo ruim.
Mas a solidão compulsória cansa.
Fico aqui pensando, se um dia vou ter alguém com quem contar de novo. Ou pela primeira vez.
Sinto, entristecida, que tenho dúvidas se sei ser amada.
Tão acostumada que sou em resolver tudo, em tapear tudo, em apurar tudo. Não consigo fingir mais, pra mim e pros outros que estou confortável.
Hoje percebi/lembrei, que já não tenho aquela sensação horrível de estar só acompanhada. Isso é bom.
Agora é estar só, sozinha.
Pois digo que dói menos.
Estar sozinha com alguém é humilhante.
Estar sozinha, sozinha é dignificante.
Também percebi que me distanciei daqueles passeios "pesados", dos gritos e do desrespeito. Ficaram lá atrás. Deixaram marcas e algumas lágrimas que, de quando em vez, insistem em escorrer. Mas deixei pra lá. Isso também é bom.
Assim, teoricamente, estou pronta pra recomeçar.
Só não sei mais fazer isso.
segunda-feira, julho 22, 2013
sexta-feira, maio 24, 2013
Cuidar de mim
Mais um aniversário se aproximando. Daqui a 4 dias completo 37 anos.
Não dá mais pra esperar crescer. Já cresci.
Isso não significa, ubitamente, não aprender. Aprendo sempre. e sempre. Aliás, nestes últimos dias de 36 estou aprendendo ou descobrindo algumas fragilidades que tenho carregado a vida toda, sem perceber.
As culpas... os medos... as inseguranças que me paralizam. Percebê-las é a única parte boa da história. Lidar com elas é que são elas, com perdão do trocadilho infame.
Mas enfim.
Preciso de resoluções pro novo ciclo. Algumas são só renovação de votos. Outras, grandes novidades.
- Cuidar de mim. Preciso de, pelo menos, 1 hora por semana de algo extremamennte prazeroso e que seja só meu. Talvez seja aula de violão. ou chimarrão na praia. ou os dois, pois são tão simples.
- falar mais baixo e menos.
- brincar pra valer com a mariana.
- ir a um espetáculo por mês... no mínimo.
- seguir frequentando a casa de Fabiano.
- me encontrar mais com amigos especiais. não passar tanto tempo sem encontrar a Bibi, por exemplo.
- fazer as coisas calmamente e não esquecer de respirar.
- voltar a dormir sem ajuda. voltar a acordar sem ajuda.
- parar de reclamar que estou cansada.
- publicar artigos!!!
- emagrecer mais um pouco.
- passear com a mãe.
- brincar com os gatos.
- esqueci algo importante...
por aí,
Não dá mais pra esperar crescer. Já cresci.
Isso não significa, ubitamente, não aprender. Aprendo sempre. e sempre. Aliás, nestes últimos dias de 36 estou aprendendo ou descobrindo algumas fragilidades que tenho carregado a vida toda, sem perceber.
As culpas... os medos... as inseguranças que me paralizam. Percebê-las é a única parte boa da história. Lidar com elas é que são elas, com perdão do trocadilho infame.
Mas enfim.
Preciso de resoluções pro novo ciclo. Algumas são só renovação de votos. Outras, grandes novidades.
- Cuidar de mim. Preciso de, pelo menos, 1 hora por semana de algo extremamennte prazeroso e que seja só meu. Talvez seja aula de violão. ou chimarrão na praia. ou os dois, pois são tão simples.
- falar mais baixo e menos.
- brincar pra valer com a mariana.
- ir a um espetáculo por mês... no mínimo.
- seguir frequentando a casa de Fabiano.
- me encontrar mais com amigos especiais. não passar tanto tempo sem encontrar a Bibi, por exemplo.
- fazer as coisas calmamente e não esquecer de respirar.
- voltar a dormir sem ajuda. voltar a acordar sem ajuda.
- parar de reclamar que estou cansada.
- publicar artigos!!!
- emagrecer mais um pouco.
- passear com a mãe.
- brincar com os gatos.
- esqueci algo importante...
por aí,
domingo, abril 21, 2013
contradições
Estou numa fase na qual sou a contradição em pessoa.
Quero ficar quieta. Mas temo o silêncio. Não suporto ouvir meus pensamentos. Minhas mágoas que teimam em gritar quando me calo.
Quero alguém que me ouça e que me faça calar. Que me anime e me deixe quieta. Que me leve pra passear e que por vezes me impeça de sair de casa.
Preciso de alguém que me ajude a juntar os pedaços, que me escute ou simplesmente me abrace, quando eu cair no pranto.
Quero ter tempo pra chorar até perder as forças... e depois rir até chorar.
Não estou conseguindo lidar com estas contradições.
Quero ficar quieta. Mas temo o silêncio. Não suporto ouvir meus pensamentos. Minhas mágoas que teimam em gritar quando me calo.
Quero alguém que me ouça e que me faça calar. Que me anime e me deixe quieta. Que me leve pra passear e que por vezes me impeça de sair de casa.
Preciso de alguém que me ajude a juntar os pedaços, que me escute ou simplesmente me abrace, quando eu cair no pranto.
Quero ter tempo pra chorar até perder as forças... e depois rir até chorar.
Não estou conseguindo lidar com estas contradições.
domingo, dezembro 30, 2012
No te rindas, Benedetti
No te rindas
Mario Benedetti
No te rindas, aun estas a tiempo
de alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.
No te rindas que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros y destapar el cielo.
No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque la vida es tuya y tuyo tambien el deseo,
porque lo has querido y porque te quiero.
Porque existe el vino y el amor, es cierto,
porque no hay heridas que no cure el tiempo,
abrir las puertas quitar los cerrojos,
abandonar las murallas que te protegieron.
Vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa, ensayar el canto,
bajar la guardia y extender las manos,
desplegar las alas e intentar de nuevo,
celebrar la vida y retomar los cielos,
No te rindas por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque cada dia es un comienzo,
porque esta es la hora y el mejor momento,
porque no estas sola,
porque yo te quiero.
Mario Benedetti
No te rindas, aun estas a tiempo
de alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.
No te rindas que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros y destapar el cielo.
No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque la vida es tuya y tuyo tambien el deseo,
porque lo has querido y porque te quiero.
Porque existe el vino y el amor, es cierto,
porque no hay heridas que no cure el tiempo,
abrir las puertas quitar los cerrojos,
abandonar las murallas que te protegieron.
Vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa, ensayar el canto,
bajar la guardia y extender las manos,
desplegar las alas e intentar de nuevo,
celebrar la vida y retomar los cielos,
No te rindas por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque cada dia es un comienzo,
porque esta es la hora y el mejor momento,
porque no estas sola,
porque yo te quiero.
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Gal Costa - Vou Recomeçar
Música boa pra chacoalhar o esqueleto e cantar aos berros esperando o ano novo.
Começando a fazer meu novo ano desde agora.
Feliz ano novooooo!
Vou Recomeçar
Gal Costa
Não sei porque razão eu sofro tanto em minha vida
A minha alegria é uma coisa tão fingida
A felicidade é já é coisa esquecida
Mas agora vou recomeçar
Não vou ser mais triste
Vou mudar daqui pra frente
E a minha escrita vai ser muito diferente
A filosofia vou mudar em minha mente
Pois agora eu vou recomeçar
Quero amor e quero amar
Quero a vida aproveitar
Talvez até arranje alguém
Alguém que eu possa acreditar
Pois agora eu vou recomeçar
E daqui pra frente eu vou mudar
domingo, dezembro 16, 2012
Dia de saudade
Hoje é dia 16 de dezembro. Aniversário da minha querida Dinda Rejane que há alguns meses foi pra um lugar melhor que a terra.
A dinda sempre foi uma pessoa de bem. sempre foi a nossa "Madre Teresa". Passava por cima de qualquer coisa que tivessem feito a ela, para ajudar,cuidar, proteger. Não sou tão boa quanto ela, mas também gosto de cuidar dos meus.
A Dinda movia céu e terra para que seus filhos, netos, sobrinhos, irmãs pudessem ficar bem.
Hoje ela está de aniversário.
Tudo que estudo e acredito sobre a nossa existência na Terra me faz crer que temos que celebrar. Celebrar a oportunidade de ter convivido com pessoa tão especial.
Que toda a alegria, flores e cores brilhem hoje por ti, Dinda.
Fazes falta aqui.
Mas tenho que certeza que estás bem. Porque és uma pessoa do bem.
Te amo.
Feliz aniversário!!!
quinta-feira, novembro 15, 2012
Amor maior do mundo!
E quando eu vi... passaram cinco anos.
Sempre que diziam “aproveita, passa rápido”, eu jamais poderia imaginar que era tão rápido.
Minha filha é uma menininha feliz, sapeca e falante com 5 anos de idade. Ela já sabe escrever o nome, cantarolar, mimar a bisa, jogar no computador, fazer pirraça e, especialmente, alegrar meus dias todos os dias.
Sempre perto do aniversário sinto como se fosse a expectativa do parto de novo. Toda a apreensão, o medo, o entusiasmo, a alegria... e o amor! Esse amor que não tem palavras que o definam. Não há como dimensionar ou explicar o que sinto ao pensar nesse ser agitado de lindos olhinhos verdes.
Minha menininha, minha amiga que anda cada vez mais grudadinha em mim.
Filha Mariana... agradeço ao Papai do Céu a doce experiência que tenho desde que resolvi que iria ser mãe. Agradeço por essa linda missão que tenho, que é a de te ajudar a crescer, como uma pessoa legal, solidária e querida. Mas, sobretudo, agradeço por tudo que aprendo e ainda tenho que aprender contigo. Te amo muito, muito, muito!
Sempre que diziam “aproveita, passa rápido”, eu jamais poderia imaginar que era tão rápido.
Minha filha é uma menininha feliz, sapeca e falante com 5 anos de idade. Ela já sabe escrever o nome, cantarolar, mimar a bisa, jogar no computador, fazer pirraça e, especialmente, alegrar meus dias todos os dias.
Sempre perto do aniversário sinto como se fosse a expectativa do parto de novo. Toda a apreensão, o medo, o entusiasmo, a alegria... e o amor! Esse amor que não tem palavras que o definam. Não há como dimensionar ou explicar o que sinto ao pensar nesse ser agitado de lindos olhinhos verdes.
Minha menininha, minha amiga que anda cada vez mais grudadinha em mim.
Filha Mariana... agradeço ao Papai do Céu a doce experiência que tenho desde que resolvi que iria ser mãe. Agradeço por essa linda missão que tenho, que é a de te ajudar a crescer, como uma pessoa legal, solidária e querida. Mas, sobretudo, agradeço por tudo que aprendo e ainda tenho que aprender contigo. Te amo muito, muito, muito!
sábado, outubro 13, 2012
Escondida e desvelada
Tá faltando caixas, saquinhos e gavetas para guardar tudo o que não quero ver.
Todos os planos, projetos, sonhos que foram desfeitos. Preciso guardar. Esconder de mim mesma e não deixar que percebam que estavam aqui. Que bobagem! Todos sabem...
Aos poucos, chega o tempo de redesenhar. Mas por hora, preciso achar um canto pra escondê-los e pra me esconder.
Atrás da nuvem fico mais segura. Mas vira e mexe, o vento leva-a pra longe e me deixa aqui, desnuda com meu medo e minha dor.
Não que eu tema ficar desnuda. O problema é a dor. Desgraça que teima em reacender, tipo chama que não quer apagar. o Vento só reacende. e arde. e bagunça todos as peças do castelo que levei horas arrumando pra parecer em ordem.
è como criança que se esconde tapando só a cabeça, e jura que ninguém a vê. Assim estou... cabeça escondida, sorriso nos lábios, tudo indo, repito. E o corpo exposto. Com suas feridas e fissuras. E medos. E faltas. E nada.
Todos os planos, projetos, sonhos que foram desfeitos. Preciso guardar. Esconder de mim mesma e não deixar que percebam que estavam aqui. Que bobagem! Todos sabem...
Aos poucos, chega o tempo de redesenhar. Mas por hora, preciso achar um canto pra escondê-los e pra me esconder.
Atrás da nuvem fico mais segura. Mas vira e mexe, o vento leva-a pra longe e me deixa aqui, desnuda com meu medo e minha dor.
Não que eu tema ficar desnuda. O problema é a dor. Desgraça que teima em reacender, tipo chama que não quer apagar. o Vento só reacende. e arde. e bagunça todos as peças do castelo que levei horas arrumando pra parecer em ordem.
è como criança que se esconde tapando só a cabeça, e jura que ninguém a vê. Assim estou... cabeça escondida, sorriso nos lábios, tudo indo, repito. E o corpo exposto. Com suas feridas e fissuras. E medos. E faltas. E nada.
domingo, setembro 16, 2012
Tempestade
A noite foi de tempestade em Pelotas. Desde a tardinha, raios e trovões dominaram o céu e o silêncio do Laranjal. Depois veio a chuva, durante toda a noite.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
quinta-feira, agosto 30, 2012
E lá se vai mais um dia...
Passaram 15 dias, desde a última postagem.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
sexta-feira, agosto 17, 2012
da janela lateral do quarto de dormir
Acabou a semana. Sobrevivi e bem. Com alguns arranhões e acho que com mais alguns cabelos brancos (sim, desde os 15 anos os cultivo), mas viva e com mais domínio das minhas coisas e vontades.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
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sexta-feira, agosto 10, 2012
Bola neve
A vida não para... a vida é tão rara.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
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Loucuras
sábado, agosto 04, 2012
Tempo de plantar e tempo de colher
"Regue as plantas, regue suas relacões, regue seu futuro, porque sem cuidar nada cresce." (Marta Medeiros)
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito
Li a citação acima num post de algum amigo no Facebook. Gostei.
Concordo plenamente. Aquilo que amamos, pelo que temos afeto, necessita ser zelado, regado, cuidado.
É como aquela outra citação que diz algo como o mundo te devolve o que ofereces a ele. Exatamente assim.
Prezo muitos minhas relações. Penso que a algumas, deveria dispor de mais tempo. Mas nem sempre consigo, até mesmo por insegurança. Mas são importantes e cada uma tem um espaço importante e só seu na minha vida.
Tudo isso me fez pensar no respeito. Respeitar para ser respeitado. Ser digno de ser respeitado... Isso é para mim uma espécie de mantra diário.
Respeito o mundo que vivo. Meu ambiente de trabalho. Os animais. E, obviamente, respeito muito as pessoas com as quais partilho a vida. Mesmo as que, aparentemente, podem não parecer merecer mais meu respeito, ainda assim, não as desrespeito.
Por esta razão, nada me deixa mais fora da linha, do que sentir-me desrespeitada. Ou ver alguém sendo desrespeitado. Fico muito p da vida com isso.
Essa é uma das poucas coisas que me faz chorar em público. De raiva. De indignação.
Acredito que temos que plantar e cuidar relações mais respeitosas. O mundo vai ficar bem mais bonito. Vai ser melhor viver aqui.
Respeito
Arnaldo Antunes
O que está sendo feito
Pode ser de outro jeito
O que já se fez e bem feito
O que está sendo feito
Pode não estar direito
O que passou é perfeito
O que está acontecendo
Pode ter defeito
O que já foi eu aceito
O que está a contecendo
Pode ser de outro jeito
O que passou merece
Respeito
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sexta-feira, junho 08, 2012
Sobre expectativas e frustrações...
Tenho muitos defeitos.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
Alguns não machucam os outros, o que é bom. Mas me machucam bastante. Aí, passo a tentar lidar com eles de forma a amenizar seus efeitos catastróficos sobre meus sentimentos.
Colocar expectativa demais sobre as relações é um destes...
Tenho a infeliz ideia de achar que tudo é propaganda de margarina... as relações de trabalho, afetivas, amorosas.
E óbvio, não são. Longe disso.
Cada um com seu cada qual, vai levando a vida como pode. Cada um oferece o que tem e quer. E, raramente, ultrapassa-se essa possibilidade. Entendo isso perfeitamente. Racionalmente.
No dia a dia, sempre ofendo à oração de São Francisco de Assis, que diz "que eu procure mais consolar que ser consolado". no fundo, creio que se eu consolar, vou ser consolada... E isso, definitivamente, não é uma verdade.
Entre as minhas qualidades está a capacidade de ouvir e apoiar... cuidar, enfim. Gosto disso. Mas ser cuidada ainda é um desafio e ando até chata de tanto escrever sobre isso. Mas é pra ver se "introduzo a ideia".
Mas, voltando à propaganda de margarina... o que é mais sofrido, é pensar que a "FELICIDADE PERFEITA" não alcançada, é responsabilidade minha. Eita, formação pra culpa!
Aí, tudo isso é pra sugerir um vídeo que foi compartilhado por umas amigas lindas que encontrei nessa vida,, que trata dos mitos da maternidade (e da paternidade)... e que me fez refletir muito sobre essas "cargas de responsabilidade" que teimo em trazer nos ombros.
Trata-se de um casal, comentando os quatro tabus sobre a criação dos filhos. Muito bom. O vídeo está postado AQUI .
Vale a pena assistir.
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cuidado,
É o que eu acho...,
Eu mesma,
Felicidade,
sobre o amor
domingo, junho 03, 2012
e o mundo gira...
check list da última semana...
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
festa de aniversário com amigões - OK!
festa de aniversário com a família - OK!
muitas aulas e atendimentos - OK!
assumindo desafios novos de novo - OK!
pré-lançamento do voo livre - OK!
percepção de que tem coisas que nunca mudam ligada - OK
cansaço e cura do cansaço - OK!
aníver da mãe - OK!
festa junina com minha linda - OK!
Apresentação da afilhada Adi e da Alice - OK!
Encontro com Dinda Ivete - OK
Reencontrar muitos queridos - OK
Sentir falta de outros - OK!
decisão de não me enlouquecer mais fazendo listas e listas - ainda vai ter que esperar... no fundo, gosto disso.
Obrigada a todos os queridos que partilharam essa semana enlouquecida comigo. Tive momento muito felizes Muitos doloridos... mas como la cigarra, sigo cantando... agora na versão 3.6!
segunda-feira, maio 28, 2012
Outra lista
Daqui a aproximadamente duas horas, completo 36 anos de vida. Vida boa. Privilegiada. Repleta de boas coisas. Boas gentes. Bons aprendizados. Como todas as vidas, com algumas pedras, dores e cicatrizes. Me esforço para aprender com elas e por algumas, consigo até agradecer, por todo o crescimento que proporcionaram. Este é um aniversário diferente. O primeiro depois de uma decisão difícil e necessária. Não foi/é/será/ fácil decidir pular do barco. soltar a corda. alçar voo. deixar pra trás as coisas que sonhamos e desejamos durante tanto tempo. Mas a idade, o tempo e as experiências tendem a trazer a maturidade e a necessidade de escolher e perceber que, às vezes, nadar contra a corrente não é a melhor opção. Nesse início de novo ciclo, minha lista é de agradecimentos. Ei-la:
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
1) à oportunidade de recomeçar sempre, nesta e nas outras vidas.
2) o amor que recebo e tenho a ofertar. o amor da Mariana. dos meus pais. de irmãos e amigos.
3) a presença na minha vida de duas mulheres importantes que representam todas as outras: mariana e vó Lourdes . Exemplo de marias...
4) ao rodrigo, que participou das minhas conquistas mais intensas. especialmente por partilhar a mariana comigo.
5) a oportunidade de ver a Lagoa, purpurinada.
6) ter amigos. Ter a Alessandra perto.
7) meu trabalho, que dá sentido e me faz sentir menos pior nesse mundo tão duro.
8) música.
9) lua.
10) ter aprendido a me mostrar fraca, por vezes.
11) ser forte, noutras vezes.
12) chimarrão, vinho e água.
13) música. pra dançar, pra pensar, pra chorar.
14) as manhãs que posso dormir um pouquinho mais.
15) as noites que consigo dormir, tranquilamente.
16) meu doce lar.
17) banho de mar.
18) banho de lua.
Com certeza, chegaria a 36 agradecimentos... mas por hora, multiplico as gracias por dois e vou nanar, buscando as forças pra mais 36 anos... pelo menos.
domingo, maio 20, 2012
Claricer
Transgredir, porém, os meus próprios limites me fascinou de repente. e foi quando pensei em escrever sobre a realidade, já que essa me ultrapassa. Qualquer que seja o que que dizer "realidade". O que narrarei será meloso? Tem tendência mas então agora mesmo seco e endureço tudo. e pelo menos o que escrevo não pede favor a ninguém e não implora socorro: aguenta-se na sua chamada dor com uma dignidade de barão.
Do maravilhoso "A hora da estrela", da mais maravilhosa Clarice.
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sábado, maio 19, 2012
Voo livre...
Há algum tempo, postei aqui que tinha tido uma tarde agradável, de reencontro com amigos, iniciando a construção de um projeto coletivo. Era a nossa primeira reunião (Letícia, Paulo e Alessandra) para pensarmos o livro do Deogar. Isso foi no dia 09 de julho de 2010.
De lá pra cá, tivemos vários momentos bons, muitas idas e vindas. E finalmente, quinta-feira (dia 17 de maio) o livro ficou pronto.
Neste período, juntaram-se e/ou aproximaram-se ao grupo de amigos outros queridos: Luiz Minduim, Alê Meirelles, Zeca Soares, Jairo Sanguiné e Antônio Cruz.
Não sei dizer o que foi melhor. Ler as crônicas, reencontrar gente querida, pensar nos momentos em que vivemos na convivência com este querido Velho, que já está lá em lugar melhor que este.
O fato é que está pronto.
Teremos um pré-lançamento para os chegados nos ajudarem a custear a primeira edição e, em seguida, um lançamento oficial na Câmara de Vereadores, no espaço Deogar Soares.
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