Dia 15, a Mariana vai fazer seis anos.
É uma linda menina. Esperta, curiosa, sensível.
Gosta de mar. Gosta de animais e de subir em árvores.
Trata bens as pessoas. Respeita os amigos. Compõe músicas lindas. E tem o olhar mais lindo do mundo!
Teima um bocado.
Quanto tento pensar quem eu era antes, fica difícil responder.
Tudo que faço, tenho-a como referência.
Preciso ser melhor, por ela. Preciso que o mundo melhore, por ela e por outras Marianas, filhas/os de outras Andréas.
A vontade de melhorar tudo é tanta, que quase adoeço.
O milagre de gerar ou receber uma criança é algo divino. Não tem explicação. Por mais brega que tal afirmação possa parecer.
Amo. Simplesmente.
Obrigada, meu Deus por essa criança. Que eu seja capaz de ser a melhor mãe possível pra ela. Porque ela é demais.
domingo, novembro 10, 2013
sábado, setembro 14, 2013
domingo, agosto 25, 2013
sexta-feira, agosto 23, 2013
Descasar
Aí, chega um dia - ou uma noite - em que dá vontade de escrever sobre os processos que temos atravessado.
É como quebrar uma maldição. Ou quebrar o feitiço. Se não verbalizarmos, escrevermos, ou registrarmos de algum modo, o feitiço não passa. O monstro não some. A dor não cessa.
Encontrar alguém. Dividir a vida. Doar parte da nossa própria vida. Compartilhar a melhor coisa da vida. Enfrentar as coisas mais tristes da vida. E desencontrar esse alguém.
Como tudo, não há receita ou caminhos preditos para trilhar estas etapas. São muitas as questões a serem digeridas, compreendidas, aceitas, cicatrizadas.
Eu sempre pensei que um relacionamento, seja do tipo que for (amizade, compromisso profissional, amor) precisa ser livre. O contrato tem de ser por livre escolha de ambas as partes envolvidas. Precisa ser, predominantemente bom.
Num relacionamento afetivo, há que se emparceirar. Não trata-se de completar. Às vezes, o desencaixe é o dispositivo para que a coisa ande e torne-se desafiadora.
Também pensei que o fim de uma relação, precisa ser respeitoso. Claro que sempre pensei que doeria, seria difícil. Mas, assim, como crio imagens fantasiosas de uma relação "perfeita na sua imperfeição", pensei que acabar poderia ser mais fácil. Definitivamente, não foi. Não é.
Mas pra onde vai tudo quando acaba?
Onde guardar os espantos que o processo de separar-se do outro vai proporcionando? como é possível separar?
Fico pensando que a palavra mais apropriada aqui seria ... não sei. Redescobrir? cobrir? Será que é possível separarmos dos que nos tornarmos?
o fato é que é preciso lidar com essa nova etapa. É preciso olhar pra frente, carregando o que éramos e o que nos tornamos. E, em determinado aspectos, é detestável, mas não intransponível.
É como quebrar uma maldição. Ou quebrar o feitiço. Se não verbalizarmos, escrevermos, ou registrarmos de algum modo, o feitiço não passa. O monstro não some. A dor não cessa.
Encontrar alguém. Dividir a vida. Doar parte da nossa própria vida. Compartilhar a melhor coisa da vida. Enfrentar as coisas mais tristes da vida. E desencontrar esse alguém.
Como tudo, não há receita ou caminhos preditos para trilhar estas etapas. São muitas as questões a serem digeridas, compreendidas, aceitas, cicatrizadas.
Eu sempre pensei que um relacionamento, seja do tipo que for (amizade, compromisso profissional, amor) precisa ser livre. O contrato tem de ser por livre escolha de ambas as partes envolvidas. Precisa ser, predominantemente bom.
Num relacionamento afetivo, há que se emparceirar. Não trata-se de completar. Às vezes, o desencaixe é o dispositivo para que a coisa ande e torne-se desafiadora.
Também pensei que o fim de uma relação, precisa ser respeitoso. Claro que sempre pensei que doeria, seria difícil. Mas, assim, como crio imagens fantasiosas de uma relação "perfeita na sua imperfeição", pensei que acabar poderia ser mais fácil. Definitivamente, não foi. Não é.
Mas pra onde vai tudo quando acaba?
Onde guardar os espantos que o processo de separar-se do outro vai proporcionando? como é possível separar?
Fico pensando que a palavra mais apropriada aqui seria ... não sei. Redescobrir? cobrir? Será que é possível separarmos dos que nos tornarmos?
o fato é que é preciso lidar com essa nova etapa. É preciso olhar pra frente, carregando o que éramos e o que nos tornamos. E, em determinado aspectos, é detestável, mas não intransponível.
Casamento... modo de usar (ou não)
Casamento, Modo de Usar
“Case-se com alguém que adore te escutar contando algo banal como o preço abusivo dos tomates, ou que entenda quando você precisar filosofar sobre os desamores de Nietzsche.
Case-se com alguém que você também adore ouvir. É fácil reconhecer uma voz com quem se deve casar; ela te tranqüiliza e ao mesmo tempo te deixa eufórico como em sua infância, quando se ouvia o som do portão abrindo, dos pais finalmente chegando. Observe se não há desespero ou insegurança no silêncio mútuo, assim sendo, case-se.
Se aquela pessoa não te faz rir, também não serve para casar. Vai chegar a hora em que tudo o que vocês poderão fazer, é rir de si mesmos. E não há nada mais cruel do que estar em apuros com alguém sem espontaneidade, sem vida nos olhos.
Case-se com alguém cheio de defeitos, irritante que seja, mas desconfie dos perfeitinhos que não se despenteiam. Fuja de quem conta pequenas mentiras durante o dia. Observe o caráter, antes de perceber as caspas.
Case-se com alguém por quem tenha tesão. Principalmente tesão de vida. Alguém que não o peça para melhorar, que não o critique gratuitamente, alguém que simplesmente seja tão gracioso e admirável que impregne em você a vontade de ser melhor e maior, para si mesmo.
Para se casar, bastam pequenas habilidades. Certifique-se de que um dos dois sabe cumpri-las. É preciso ter quem troque lâmpadas e quem siga uma receita sem atear fogo na cozinha; é preciso ter alguém que saiba fazer massagem nos pés e alguém que saiba escolher verduras no mercado. E assim segue-se: um faz bolinho de chuva, o outro escolhe bons filmes; um pendura o quadro e o outro cuida para que não fique torto. Tem aquele que escolhe os presentes para as festas de criança e aquele que sabe furar uma parede, e só a parede por hora. Essa é uma das grandes graças da coisa toda, ter uma boa equipe de dois.
Passamos tanto tempo observando se nos encaixamos na cama, se sentimos estalinhos no beijo, se nossos signos se complementam no zodíaco, que deixamos de prestar atenção no que realmente importa; os valores. Essa palavra antiga e, hoje assustadora, nunca deveria sair de moda. Os lábios se buscam, os corpos encontram espaços, mas quando duas pessoas olham em direções diferentes, simplesmente não podem caminhar juntas. É duro, mas é a verdade.
Desta forma, esqueça todas as sugestões anteriores e guarde uma simples: antes de casar-se com alguém é preciso conhecê-lo bem, e isso é profundamente difícil quando não se conhece minimamente a si próprio. Sabendo que caminho quer trilhar, relaxe! A pessoa certa para casar certamente já o anda trilhando. Como reconhecê-la? Vocês estarão rindo. Rindo-se.”
AUTOR:
Desconhecido
segunda-feira, julho 22, 2013
Sem título
... Não me falta tapete
Não me falta sofá
Só falta você, sentado na sala
Só falta você estar... (A. Antunes)
A solidão não é de todo ruim.
Mas a solidão compulsória cansa.
Fico aqui pensando, se um dia vou ter alguém com quem contar de novo. Ou pela primeira vez.
Sinto, entristecida, que tenho dúvidas se sei ser amada.
Tão acostumada que sou em resolver tudo, em tapear tudo, em apurar tudo. Não consigo fingir mais, pra mim e pros outros que estou confortável.
Hoje percebi/lembrei, que já não tenho aquela sensação horrível de estar só acompanhada. Isso é bom.
Agora é estar só, sozinha.
Pois digo que dói menos.
Estar sozinha com alguém é humilhante.
Estar sozinha, sozinha é dignificante.
Também percebi que me distanciei daqueles passeios "pesados", dos gritos e do desrespeito. Ficaram lá atrás. Deixaram marcas e algumas lágrimas que, de quando em vez, insistem em escorrer. Mas deixei pra lá. Isso também é bom.
Assim, teoricamente, estou pronta pra recomeçar.
Só não sei mais fazer isso.
Não me falta sofá
Só falta você, sentado na sala
Só falta você estar... (A. Antunes)
A solidão não é de todo ruim.
Mas a solidão compulsória cansa.
Fico aqui pensando, se um dia vou ter alguém com quem contar de novo. Ou pela primeira vez.
Sinto, entristecida, que tenho dúvidas se sei ser amada.
Tão acostumada que sou em resolver tudo, em tapear tudo, em apurar tudo. Não consigo fingir mais, pra mim e pros outros que estou confortável.
Hoje percebi/lembrei, que já não tenho aquela sensação horrível de estar só acompanhada. Isso é bom.
Agora é estar só, sozinha.
Pois digo que dói menos.
Estar sozinha com alguém é humilhante.
Estar sozinha, sozinha é dignificante.
Também percebi que me distanciei daqueles passeios "pesados", dos gritos e do desrespeito. Ficaram lá atrás. Deixaram marcas e algumas lágrimas que, de quando em vez, insistem em escorrer. Mas deixei pra lá. Isso também é bom.
Assim, teoricamente, estou pronta pra recomeçar.
Só não sei mais fazer isso.
sexta-feira, maio 24, 2013
Cuidar de mim
Mais um aniversário se aproximando. Daqui a 4 dias completo 37 anos.
Não dá mais pra esperar crescer. Já cresci.
Isso não significa, ubitamente, não aprender. Aprendo sempre. e sempre. Aliás, nestes últimos dias de 36 estou aprendendo ou descobrindo algumas fragilidades que tenho carregado a vida toda, sem perceber.
As culpas... os medos... as inseguranças que me paralizam. Percebê-las é a única parte boa da história. Lidar com elas é que são elas, com perdão do trocadilho infame.
Mas enfim.
Preciso de resoluções pro novo ciclo. Algumas são só renovação de votos. Outras, grandes novidades.
- Cuidar de mim. Preciso de, pelo menos, 1 hora por semana de algo extremamennte prazeroso e que seja só meu. Talvez seja aula de violão. ou chimarrão na praia. ou os dois, pois são tão simples.
- falar mais baixo e menos.
- brincar pra valer com a mariana.
- ir a um espetáculo por mês... no mínimo.
- seguir frequentando a casa de Fabiano.
- me encontrar mais com amigos especiais. não passar tanto tempo sem encontrar a Bibi, por exemplo.
- fazer as coisas calmamente e não esquecer de respirar.
- voltar a dormir sem ajuda. voltar a acordar sem ajuda.
- parar de reclamar que estou cansada.
- publicar artigos!!!
- emagrecer mais um pouco.
- passear com a mãe.
- brincar com os gatos.
- esqueci algo importante...
por aí,
Não dá mais pra esperar crescer. Já cresci.
Isso não significa, ubitamente, não aprender. Aprendo sempre. e sempre. Aliás, nestes últimos dias de 36 estou aprendendo ou descobrindo algumas fragilidades que tenho carregado a vida toda, sem perceber.
As culpas... os medos... as inseguranças que me paralizam. Percebê-las é a única parte boa da história. Lidar com elas é que são elas, com perdão do trocadilho infame.
Mas enfim.
Preciso de resoluções pro novo ciclo. Algumas são só renovação de votos. Outras, grandes novidades.
- Cuidar de mim. Preciso de, pelo menos, 1 hora por semana de algo extremamennte prazeroso e que seja só meu. Talvez seja aula de violão. ou chimarrão na praia. ou os dois, pois são tão simples.
- falar mais baixo e menos.
- brincar pra valer com a mariana.
- ir a um espetáculo por mês... no mínimo.
- seguir frequentando a casa de Fabiano.
- me encontrar mais com amigos especiais. não passar tanto tempo sem encontrar a Bibi, por exemplo.
- fazer as coisas calmamente e não esquecer de respirar.
- voltar a dormir sem ajuda. voltar a acordar sem ajuda.
- parar de reclamar que estou cansada.
- publicar artigos!!!
- emagrecer mais um pouco.
- passear com a mãe.
- brincar com os gatos.
- esqueci algo importante...
por aí,
domingo, abril 21, 2013
contradições
Estou numa fase na qual sou a contradição em pessoa.
Quero ficar quieta. Mas temo o silêncio. Não suporto ouvir meus pensamentos. Minhas mágoas que teimam em gritar quando me calo.
Quero alguém que me ouça e que me faça calar. Que me anime e me deixe quieta. Que me leve pra passear e que por vezes me impeça de sair de casa.
Preciso de alguém que me ajude a juntar os pedaços, que me escute ou simplesmente me abrace, quando eu cair no pranto.
Quero ter tempo pra chorar até perder as forças... e depois rir até chorar.
Não estou conseguindo lidar com estas contradições.
Quero ficar quieta. Mas temo o silêncio. Não suporto ouvir meus pensamentos. Minhas mágoas que teimam em gritar quando me calo.
Quero alguém que me ouça e que me faça calar. Que me anime e me deixe quieta. Que me leve pra passear e que por vezes me impeça de sair de casa.
Preciso de alguém que me ajude a juntar os pedaços, que me escute ou simplesmente me abrace, quando eu cair no pranto.
Quero ter tempo pra chorar até perder as forças... e depois rir até chorar.
Não estou conseguindo lidar com estas contradições.
domingo, dezembro 30, 2012
No te rindas, Benedetti
No te rindas
Mario Benedetti
No te rindas, aun estas a tiempo
de alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.
No te rindas que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros y destapar el cielo.
No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque la vida es tuya y tuyo tambien el deseo,
porque lo has querido y porque te quiero.
Porque existe el vino y el amor, es cierto,
porque no hay heridas que no cure el tiempo,
abrir las puertas quitar los cerrojos,
abandonar las murallas que te protegieron.
Vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa, ensayar el canto,
bajar la guardia y extender las manos,
desplegar las alas e intentar de nuevo,
celebrar la vida y retomar los cielos,
No te rindas por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque cada dia es un comienzo,
porque esta es la hora y el mejor momento,
porque no estas sola,
porque yo te quiero.
Mario Benedetti
No te rindas, aun estas a tiempo
de alcanzar y comenzar de nuevo,
aceptar tus sombras, enterrar tus miedos,
liberar el lastre, retomar el vuelo.
No te rindas que la vida es eso,
continuar el viaje,
perseguir tus sueños,
destrabar el tiempo,
correr los escombros y destapar el cielo.
No te rindas, por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se esconda y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque la vida es tuya y tuyo tambien el deseo,
porque lo has querido y porque te quiero.
Porque existe el vino y el amor, es cierto,
porque no hay heridas que no cure el tiempo,
abrir las puertas quitar los cerrojos,
abandonar las murallas que te protegieron.
Vivir la vida y aceptar el reto,
recuperar la risa, ensayar el canto,
bajar la guardia y extender las manos,
desplegar las alas e intentar de nuevo,
celebrar la vida y retomar los cielos,
No te rindas por favor no cedas,
aunque el frio queme,
aunque el miedo muerda,
aunque el sol se ponga y se calle el viento,
aun hay fuego en tu alma,
aun hay vida en tus sueños,
porque cada dia es un comienzo,
porque esta es la hora y el mejor momento,
porque no estas sola,
porque yo te quiero.
quinta-feira, dezembro 27, 2012
Gal Costa - Vou Recomeçar
Música boa pra chacoalhar o esqueleto e cantar aos berros esperando o ano novo.
Começando a fazer meu novo ano desde agora.
Feliz ano novooooo!
Vou Recomeçar
Gal Costa
Não sei porque razão eu sofro tanto em minha vida
A minha alegria é uma coisa tão fingida
A felicidade é já é coisa esquecida
Mas agora vou recomeçar
Não vou ser mais triste
Vou mudar daqui pra frente
E a minha escrita vai ser muito diferente
A filosofia vou mudar em minha mente
Pois agora eu vou recomeçar
Quero amor e quero amar
Quero a vida aproveitar
Talvez até arranje alguém
Alguém que eu possa acreditar
Pois agora eu vou recomeçar
E daqui pra frente eu vou mudar
domingo, dezembro 16, 2012
Dia de saudade
Hoje é dia 16 de dezembro. Aniversário da minha querida Dinda Rejane que há alguns meses foi pra um lugar melhor que a terra.
A dinda sempre foi uma pessoa de bem. sempre foi a nossa "Madre Teresa". Passava por cima de qualquer coisa que tivessem feito a ela, para ajudar,cuidar, proteger. Não sou tão boa quanto ela, mas também gosto de cuidar dos meus.
A Dinda movia céu e terra para que seus filhos, netos, sobrinhos, irmãs pudessem ficar bem.
Hoje ela está de aniversário.
Tudo que estudo e acredito sobre a nossa existência na Terra me faz crer que temos que celebrar. Celebrar a oportunidade de ter convivido com pessoa tão especial.
Que toda a alegria, flores e cores brilhem hoje por ti, Dinda.
Fazes falta aqui.
Mas tenho que certeza que estás bem. Porque és uma pessoa do bem.
Te amo.
Feliz aniversário!!!
quinta-feira, novembro 15, 2012
Amor maior do mundo!
E quando eu vi... passaram cinco anos.
Sempre que diziam “aproveita, passa rápido”, eu jamais poderia imaginar que era tão rápido.
Minha filha é uma menininha feliz, sapeca e falante com 5 anos de idade. Ela já sabe escrever o nome, cantarolar, mimar a bisa, jogar no computador, fazer pirraça e, especialmente, alegrar meus dias todos os dias.
Sempre perto do aniversário sinto como se fosse a expectativa do parto de novo. Toda a apreensão, o medo, o entusiasmo, a alegria... e o amor! Esse amor que não tem palavras que o definam. Não há como dimensionar ou explicar o que sinto ao pensar nesse ser agitado de lindos olhinhos verdes.
Minha menininha, minha amiga que anda cada vez mais grudadinha em mim.
Filha Mariana... agradeço ao Papai do Céu a doce experiência que tenho desde que resolvi que iria ser mãe. Agradeço por essa linda missão que tenho, que é a de te ajudar a crescer, como uma pessoa legal, solidária e querida. Mas, sobretudo, agradeço por tudo que aprendo e ainda tenho que aprender contigo. Te amo muito, muito, muito!
Sempre que diziam “aproveita, passa rápido”, eu jamais poderia imaginar que era tão rápido.
Minha filha é uma menininha feliz, sapeca e falante com 5 anos de idade. Ela já sabe escrever o nome, cantarolar, mimar a bisa, jogar no computador, fazer pirraça e, especialmente, alegrar meus dias todos os dias.
Sempre perto do aniversário sinto como se fosse a expectativa do parto de novo. Toda a apreensão, o medo, o entusiasmo, a alegria... e o amor! Esse amor que não tem palavras que o definam. Não há como dimensionar ou explicar o que sinto ao pensar nesse ser agitado de lindos olhinhos verdes.
Minha menininha, minha amiga que anda cada vez mais grudadinha em mim.
Filha Mariana... agradeço ao Papai do Céu a doce experiência que tenho desde que resolvi que iria ser mãe. Agradeço por essa linda missão que tenho, que é a de te ajudar a crescer, como uma pessoa legal, solidária e querida. Mas, sobretudo, agradeço por tudo que aprendo e ainda tenho que aprender contigo. Te amo muito, muito, muito!
sábado, outubro 13, 2012
Escondida e desvelada
Tá faltando caixas, saquinhos e gavetas para guardar tudo o que não quero ver.
Todos os planos, projetos, sonhos que foram desfeitos. Preciso guardar. Esconder de mim mesma e não deixar que percebam que estavam aqui. Que bobagem! Todos sabem...
Aos poucos, chega o tempo de redesenhar. Mas por hora, preciso achar um canto pra escondê-los e pra me esconder.
Atrás da nuvem fico mais segura. Mas vira e mexe, o vento leva-a pra longe e me deixa aqui, desnuda com meu medo e minha dor.
Não que eu tema ficar desnuda. O problema é a dor. Desgraça que teima em reacender, tipo chama que não quer apagar. o Vento só reacende. e arde. e bagunça todos as peças do castelo que levei horas arrumando pra parecer em ordem.
è como criança que se esconde tapando só a cabeça, e jura que ninguém a vê. Assim estou... cabeça escondida, sorriso nos lábios, tudo indo, repito. E o corpo exposto. Com suas feridas e fissuras. E medos. E faltas. E nada.
Todos os planos, projetos, sonhos que foram desfeitos. Preciso guardar. Esconder de mim mesma e não deixar que percebam que estavam aqui. Que bobagem! Todos sabem...
Aos poucos, chega o tempo de redesenhar. Mas por hora, preciso achar um canto pra escondê-los e pra me esconder.
Atrás da nuvem fico mais segura. Mas vira e mexe, o vento leva-a pra longe e me deixa aqui, desnuda com meu medo e minha dor.
Não que eu tema ficar desnuda. O problema é a dor. Desgraça que teima em reacender, tipo chama que não quer apagar. o Vento só reacende. e arde. e bagunça todos as peças do castelo que levei horas arrumando pra parecer em ordem.
è como criança que se esconde tapando só a cabeça, e jura que ninguém a vê. Assim estou... cabeça escondida, sorriso nos lábios, tudo indo, repito. E o corpo exposto. Com suas feridas e fissuras. E medos. E faltas. E nada.
domingo, setembro 16, 2012
Tempestade
A noite foi de tempestade em Pelotas. Desde a tardinha, raios e trovões dominaram o céu e o silêncio do Laranjal. Depois veio a chuva, durante toda a noite.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
Agora, o dia de domingo está acinzentado e molhado. E os passarinhos, meus vizinhos preferidos, já cantam no pátio.
Estou aqui pensando na minha vida. Acho que o último ano tem sido um pouco como essa noite. Muitos raios, muitos trovões, vento e muita, muita água. Mas também tenho tido amanheceres calmos.
Tenho buscado aprender que o temporal passa. Pode demorar. Pode assustar e até desesperar... mas sempre passa. Depois dele, tenho que levantar os olhos e ver o que sobrou, as coisas que precisam ser arrumadas, enxugadas, excluídas. Mas, principalmente, reconhecer as coisas que foram lavadas pela chuva e levadas pelo vento.
Acho que tudo isso são aquelas reflexões que só o tempo nos faz entender.
Além de tudo, as tempestades, por vezes, trazem imagens belas como essa do Nauro Junior, querido amigo e retratista dos melhores.
quinta-feira, agosto 30, 2012
E lá se vai mais um dia...
Passaram 15 dias, desde a última postagem.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
Tantas coisas.
Tantas dores.
Tanta saudade.
Me atrapalhei. De verdade. Por alguns momentos, achei que não daria conta. Na real, não sei se dei conta.
Sei que estou vulnerável. Dolorida, como depois de um longo esforço físico. Mas a dor é na alma.
Isso parece exagero. Mas é assim mesmo.
É muito complicado pra mim enfrentar meus limites, expostos a olho nu. Mas essa semana não deu. Precisei parar. Precisei desacelerar. Tentei juntar meus frangalhos.
Perder a dinda Rejane não foi fácil. Ver a vó sofrendo tanto é uma tortura.
Só resta orar, respirar e esperar um pouco.
Deus está conosco. Sempre. Isso é o que me alenta.
Mas dói.
sexta-feira, agosto 17, 2012
da janela lateral do quarto de dormir
Acabou a semana. Sobrevivi e bem. Com alguns arranhões e acho que com mais alguns cabelos brancos (sim, desde os 15 anos os cultivo), mas viva e com mais domínio das minhas coisas e vontades.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
Agora, no fim da sexta-feira, antes de deitar, resolvi sentar na parte da minha casa que mais gosto e menos fico: a sacada do meu quarto.
Tem um vento gelado. O céu está nublado, não há nenhum estrela no céu.
Lembrei da primeira vez que sentei aqui. A casa ainda estava sendo construída. Cheia de material de construção pelo caminho. Estava quente. Acho que era janeiro. viemos olhar a obra e resolvemos sentar pra um mate. Tinha uma paz. Uma brisa. Eu estava com a sensação de estar em casa, pela primeira vez. E ela era muito melhor do que eu podia imaginar.
Naquela época, a vida já não era mais cor-de-rosa. Eu já tinha as minhas cicatrizes e já lutava pra que as coisas dessem certo. Mas aquela meia-hora de paz, traduzia o que desejava e desejo para minha vida, minhas relações: parceria, simplicidade, cumplicidade, lealdade.
De lá pra cá, foram muitas coisas boas e muitas outras amargas. Decepções, dores, desamores. Mas aquele desejo de uma felicidade baseada no simples, na troca, na verdade permanece em mim.
Ficou frio aqui. Vou deitar que amanhã é mais um dia pra viver e construir a vida.
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Loucuras,
pensando na vida
sexta-feira, agosto 10, 2012
Bola neve
A vida não para... a vida é tão rara.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
Nossa... estes últimos 12 meses trouxeram tantas mudanças, revoluções, transformações, mexidas no cotidiano, nas certezas, nas durezas...
É como se o apertar de um botão desencadeasse uma avalanche, uma espécie de bola de neve que ainda não parou e não tenho ideia de onde vai parar.
A cada momento que me parece que ela está cessando seu enrolar (e de me enrolar), algo acontece e ela torna a me envolver num turbilhão que tem me deixado sem ar.
Não é que eu tenha perdido o controle. é que percebi que nunca tive.
São aqueles momentos em que crescer é a única alternativa. Não existe outra opção válida nem dá pra voltar.
Não estou mal com isso. Mas um pouco cansada.
O momento agora é de me reconhecer nessa bola de neve. perceber o que é meu e deve ser tratado por mim e o que não é meu e deve seguir com a bola, quando eu conseguir pular.
Enfim... loucuras de um cérebro louco no início do recomeço.
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